29 abril 2008

FERVE e PI's silenciados no 'Prós e Contras'

Os/As Precários-Inflexíveis e o FERVE (Fartos/as d'Estes Recibos Verdes) foram silenciados no programa "Prós e Contras", da RTP.

Estes dois movimentos anti-precariedade tinham sido convidados a participar num debate televisivo sobre as novas propostas de leis laborais apresentadas pelo Governo.

Quando o representante do FERVE (André Soares) e dos Precários-Inflexíveis (João Pacheco) foram conduzidos aos camarins, foi-lhes dito numa escada de acesso que afinal havia demasiados convidados e apenas um deles poderia falar. Os representantes dos dois movimentos decidiram partilhar o curto "tempo de antena”.

Na sua curtíssima declaração, o representante do FERVE, André Soares, colocou várias questões incómodas ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva. A partir desse momento foi impossível os representantes destes dois movimentos anti-precariedade voltarem a falar.

O representante do FERVE abandonou o auditório pouco depois de ter falado e de não ter tido direito a respostas do ministro Vieira da Silva, coisa que se esperava de um debate, modelo em que o programa se insere.

O representante dos Precários-Inflexíveis ficou longos minutos de pé na primeira fila da audiência, com um microfone desligado na mão, à espera de poder falar pelo menos uma vez. Ao fim de algum tempo, foi convidado a sair por uma das pessoas da produção do programa.

Com João Pacheco saíram do auditório, em solidariedade, todos os membros dos Precários-Inflexíveis presentes até esse momento nas filas da frente do auditório.

Os Precários-Inflexíveis e o FERVE repudiam o que aconteceu no "Prós e Contras" e estão a preparar uma queixa formal ao Provedor do telespectador da Rádio e Televisão de Portugal, professor Paquete de Oliveira.

31 comentários:

Ana Jones disse...

foi nojento aquilo que aconteceu ontem...
façam sim uma reclamação...
o pessoal está aqui para apoiar!!!

Anónimo disse...

muito bem!!! a censura e o lápis azul continuam bem presentes nos media portugueses. é ver a rtp a fazer propaganda pelo governo, a sic pelo psd e a tvi pelo partido que arranjar melhores tachos para as mulheres dos quadros dirigentes (não é sr. mário moura?), mas sempre pela via do pelo populismo e demagogia pura. que país e que gente é esta!? eles são poderosos mas nós somos muitos... mais uma vez cuidado, muito cuidado mesmo com os "fartos pelos cabelos" deste país...

intruso disse...

[Foi de facto muito estranho para quem viu o programa, mesmo não sabendo dos pormenores]
Vergonhoso.....

A questão dos falsos recibos verdes (como se de uma minoria se tratasse) entretanto foi completamente desvalorizada no debate.

abraço

Anónimo disse...

Por este tipo de atitude da parte da RTP, da moderadora, da produção e do Ministro, podemos perceber que iremos continuar na mesma

Formiguinha disse...

É vergonhoso!!!

Eu já estive muitos anos nesta situação e como tal partilho integralmente os valores desta luta!!! E é por demais evidente que o que falta é vontade po política para resolver esta situação - será porque a máquina do Estado funciona graças ao pessoal que está a recibos verdes e que se esminfra para garantir trabalho no dia seguinte????

anti-burla disse...

Como é possivel?... Como é possivel iniciar negociações sôbre o código do trabalho, tendo como um dos pontos de discussão e possível aprovação um acto ilegal?

Óbviamente que me refiro aos recibos verdes!

Os recibos verdes foram implementados para justificar o pagamento de um prestador de serviços ao seu cliente. Não foi implementado para justicar o pagamento de um patrão a um empegado!

Exemplos:

Um economista é contractado para fazer um determinado plano económico. Faz um preço e dá um prazo para a sua execução, trabalhando nesse projecto onde quiser, escritório, casa, automóvel, etc..., e escolhe o momento que achar mais oportuno e o horário que quiser para desenvolver o trabalho necessário até à conclusão do respectivo projecto, não devendo obediência a ninguém. Depois de concluído o projecto, apresenta-o ao seu cliente que lhe paga e recebe o respectivo recibo verde como prova de pagamento.

O mesmo se pode passar com um advogado, um médico, um canalizador, um electricista, etc... mas sempre em regime de independência e sem cumprimento de horários ou qualquer outro tipo de obediência. Presta o serviço ao seu cliente, passa o recibo verde e recebe o dinheiro conrespondente ao serviço prestado.

Quando alguém tem de cumprir horário, receber indicações, a que tem de se sujeitar, em relação onde tem de se manter durante esse horário e tem de obedecer a ordens de uma entidade, estamos na presença de um trabalhador e de um empregador/patrão, onde, por lei, é proibido passar recibos verdes, pois trata-se de um contracto de trabalho e não de uma prestação de serviços!

Perante isto, apenas podemos concluír que estamos num país do "faz de conta". Como é possivel iniciar uma negociação sôbre aquilo a que chamam um "código de trabalho" levando como ponto de discussão uma ilegalidade!?

Imaginemos que vamos iniciar uma negociação sôbre problemas de justiça, levando como um dos pontos da discussão, poder-se ou não, assaltar um Banco... Qual é a diferênca de critérios comparativamente ao ponto sôbre os recibos verdes?... não estaremos, igualmente, a discutir um ponto que não tem discussão porque a lei não permite!?

O que me admira no meio de tudo isto é a tolerância dos sindicatos ao admitirem discutir e aceitar, sequer, discutir uma fraude!

Como são os jovens as maiores vitimas destas fraudes inqualificáveis e visto os sindicatos não os defenderem, aconselho-os a unirem-se em torno de uma associação que devem fundar e pôr o estado e os empregadores sem escrupulos em tribunal.

Alex disse...

O problema é que quem precisa de trabalhar sujeita-se a tudo: Falsos recibos verdes, trabalho temporário e sabe lá que mais..Qualquer dia para trabalhar temos de pedir por favor! E aceitar tudo o que aparece, este é o mal por onde tudo começa...

Anónimo disse...

Já fui precário. O contrato que tenho na realidade actual não me dá qualquer garantia de não voltar ao passado. Pela parte que me toca tenho muita consideração e respeito pelos falsos recibos verdes. Sinto-me revoltado com as condições que estes trabalhadores têm. Por a mão-de-obra ser desvalorizada é que este País está como está. O trabalho dos portugueses só não vale em Portugal porque será? Onde estão os Empresários do nosso País?? É que só vejo Patrões...

Anónimo disse...

Infelizmente esta situação não me surpreende. A «Democracia Musculada Socretina» assegura-se de que todos os que a criticam são silenciados.
Essa Fátima Campos Ferreira faz o que o patrão manda, talvez também seja trabalhadora precária...
Não é a primeira vez que essa senhora silencia os convidados do seu «programa». Sempre que o debate é aceso e são colocadas questões pertinentes, às quais os senhores ministros não sabem ou não querem responder, lá está a defensora dos patrões a silenciar as vozes incómodas. E assim se transforma um debate num monólogo governamental...

Anónimo disse...

força!!!

Ricardo Ramalho disse...

O que era preciso naquele caso era a malta dos sindicatos e da CIP falarem... Isso é que "vende jornais". Movimentos da malta? Isso não interessa... eles não tem respostas prontas a perguntas não-preparadas... Por isso foram convidados a sair.

Esterco de país!

sapiens disse...

o país de faz de conta de que falou o anti-burla é uma realidade porque este se trata de um país sem lei, sem ordem de qualquer tipo que não seja o da corrupção, da cunha e do favorecimento do amigo ou do conhecido.

Em Portugal não se cumpre a lei porque não há quem "de bem" esteja interessado em cumpri-la.

Este país de faz de conta é o país para inglês ver, é o país que segundo se diz tem uma das constituições mais bem feitas do mundo, um país com leis hiper-mega burocratizadas e tão exaustivamente descritivas que qual Eça... mas, a verdade é que desta, muito pouco se cumpre, as pessoas continuam sem trabalho, embora este seja um dos valores essenciais e aos quais todos os cidadãos têm direito, as pessoas continuam sem casa, vão vivendo da caridade dos familiares, embora este seja outro dos direitos aos quais deveríamos ter acesso, e claro... a lista de privações continua, da segurança, passando pela saúde e acabando na educação...

Vivemos infelizmente num país tão hipócrita que para fugir á lei o nosso código laboral é um emaranhado de leis (quase escritas em código, não vá o povão entender alguma coisa) que não se cumprem. Paralelamente a todas estas leis temos as anti-leis, as correspondentes excepções (a cumprir quando alguém de bem está metido num qualquer buraco). A prova disto está á vista... o código de trabalho tem em Portugal, se não vejamos: o código de trabalho tem , em Portugal, a módica quantia de 689 artigos . Como se ainda não chegasse temos ainda uma lei regulamentar constituída por mais 498 artigos. Penso que não existe outro código laboral em toda a Europa com numero superior de artigos... no meio de todo este emaranhado, de uma burocracia interminável, de um sistema judicial que teima em não evoluir nem com o “choque tecnológico” a lei continua a fazer-se apenas para quem pode pagar a um bom advogado e lançar o belo do envelope (esse sim branco) por debaixo da mesa.

Portugal é um terceiro mundo mascarado de segundo... e nos a pactuar...

REVOLUÇÃO! Já ontem era tarde!

António Manuel Dias disse...

Situações semelhantes têm-se passado recorrentemente nesse programa, tanto que entre os militares, também alvo desse tipo de discriminação, já é conhecido pelo nome "Prós e Prós". Apenas quem tem a opinião da moderadora tem permissão para expor as suas ideias.

Anónimo disse...

"Sinto-me revoltado com as condições que estes trabalhadores têm. Por a mão-de-obra ser desvalorizada é que este País está como está."

Yap. É por a mão de obra ser desvalorizada q sou uma trabalhadora independente com medo de ultrapassar os 10 000 € anuais e ter q pagar impostos a um Estado q só sabe chular e roubar quem trabalha. É triste mas é verdade. A revolta é tanta q nem quero trabalhar para não ser roubada.

Anónimo disse...

Eu vi o programa e reparei em toda a lamentável situação. De qualquer modo, quero deixar aqui uma palavra de apreço pela intervenção do representante do FERVE, que me pareceu bastante assertiva e adequada.

Anónimo disse...

Os sindicatos é para esquecer. Os formadores da CGTP estão a recibos verdes, acho q esta tudo dito... O falso recibo verde da jeito a muita gente.

Licenciada Indignada disse...

Olá a todos...
estava a ver o programa e apercebi-me do "silenciamento" feito pela apresentadora. Ela disse que o rapaz do PI não era seu convidado. Tb vi que ele ficou em pé imenso tempo e que depois a fila da frente desapareceu toda. Tenho a certeza que muitos portugueses repararam também. Muito mau para um programa que se diz mostrar os dois lados. Quem lá deveria estar era a Judite de Sousa ou o José Alberto Carvalho. Parecem-me bem mais isentos. Não gosto de quem se acha dona do pedaço. Façam a reclamação!! Agora que este movimento começou, não vai parar. E a primeira prova (apesar de microscópica)é que o Governo já diz ter feito qq coisinha (os tais 5%). É sinal de que o assunto está em cima da mesa. Não se pode deixar arrefecer. E uma mensagem de esperança: NÃO NOS CONFORMEMOS. O país não vai continuar como está. Nós é que somos os jovens e o futuro deste país. Espereo que esta má experiência desta geração produza melhores políticos.

José Ferreira disse...

estavam a espera do k? de milagres ? esta é a televisão que o governo controla e o k se passou no programa é um nojo ! é a isto k esses politicuzinhos chamam de democracia ? apoio a ferve a ter outro debate mas numa estação k não seja pública para mostrar a esses cobardes do ps k vamos lutar até ao fim

Anónimo disse...

Vi o programa, e reparei no silenciamento dos nossos representantes, vi a fila a desaparecer...mas os pormenores dos bastidores fiquei a saber agora..
Chamam a isto democracia?!

Espero que façam sim as devidas reclamações!

Mas começo infelizmente a sentir que o que se tenta fazer para mostrar como está a geração dos 20 aos 35 anos, não está a ter frutos...somos mão de obra barata e dispensável...

A solução passa por uma emigração em massa dos jovens?!
É uma solução!

E os futuros portugueses serão de origem angolana, leste e brasileiros,etc...
E esse vai ser o Portugal do Futuro, se não acontecer nada entretanto...

Às vezes pergunto-me se o 25 de Abril aconteceu mesmo neste pais...visto que nasci após a data parece apenas uma "historia"...

Paulo disse...

Já vi o programa algumas vezes, e a partir de certa altura, comecei a constactar o que os senhores, só agora estão a ver.
Este programa, que deveria ser de debate, não passa de uma farsa, que de imparcial não tem nada, pelo contrário já vi muitos tiques de parcialidade em relação à sr.ª Fátima Campos Ferreira, que de profissão jornalista, só deve ter o nome. Não sou estudioso da profissão, mas pensava que os jornalistas deviam ser imparciais. Bem.... até compreendo .... é normal, costuma acontecer quando se começa ter algum poder sobre certas situações e depois ganha-se o gosto. Já aconteceu quantas vezes nesse programa, quem realmente tem alguma coisa importante a dizer, ou demasiado incomodativa, fala pouco ou nem entra na sala ou pior ainda (coisa mais rude não há) são convidados a sair da sala com as desculpas mais incríveis. Já vi acontecer isto desde presidentes de câmara até membros de mais variadas associações.

Anónimo disse...

Não malhem mais na senhora que diabo... Daqui a nada inda se enche de coragem luta contra o sistema e o sistema dispensa os seus servicos. Depois lá ficamos todos nós com pena de mais um desamparado (Mais vale cair-se em graça do que ser-se engraçado).

Anónimo disse...

Uma palavra de solidariedade e respeito a todos os precários e desempregados.
Foi no mínimo estranho o que se passou no referido debate...
Mas não se esqueçam que quem semeia ventos colhe tempestades, e espero estar enganado mas se a actual conjuntura socio-económica levar esta geração de jovens/adultos a revoltar-se num futuro próximo, não será feita a "distribuir cravos"
Continuem o bom trabalho.

alexandre disse...

Eu enviei uma queixa ao Provedor antes de ler isto, antes de saber que a situacao tinha sido bem pior do que o que foi possivel ver no programa. Normalmente o programa fica disponivel na Internet no dia seguinte, este somente ficou disponivel uma semana e tal depois,so o vi ha 3 dias.

carla disse...

concordo com tudo o que foi dito. Também eu sou uma "falsa recibo verde", ainda por cima para o estado que é o maior empregador deste género de ilegalidade.
Penso que o FERVE que já ganhou alguma visibilidade e se irá impôr cada vez mais como uma voz activa e dissonante na luta contra a precariedade deve caminhar para um estatuto de associação, com aconselhamento jurídico aos seus associados e com maior poder interventivo. eu e muitos milhares de precários estamos desejosos de ter uma associação/sindicato que nos represente.

Ricardo disse...

Eu ouvi falar deste episódio concreto do programa no trabalho. Eu não percebo pq q uma jornalista tem um lugar cativo na televisão pública. É tempo de dar o lugar a outros.
A qualidade do jornalismo em Portugal é má. Não sabem do que falam quando entrevistam as pessoas e não pesquisam o suficiente quando passam reportagens. A impressa escrita também n vai muito melhor.
Concordo com as acusações de parcialidade. Neste programa, pelo que me contaram, a própria realização foi parcial porque as câmaras não filmaram em detalhe a saída das pessoas .
Penso que já não é a primeira vez que há parcialidade grave.
Aconteceu designadamente nos debates: OTA e 3ªPonte.
Eu sou precário à quatro anos e a minha mulher à outros 4. Temos dois filhos. Vale-me a minha família ter guita, senão...

Justiceira disse...

Carla, a tua ideia de formar uma associação é muito pertinente. Afinal quantos advogados há desempregados?... Porque não unirmo-nos todos e associarmo-nos com departamento juridico e apoio social?... Temos de nos impôr, o nosso futuro foi ontem, não existe hoje para a nossa geração, quanto mais amanhã!
Temos de ir para a luta, só vejo pessoas de meia idade e velhotes nas manifestaçãos... E nós?... Porque não vamos às manifestações?
O poder económico aleado ao poder politico sabem que nós somos uma geração "parada", sabem que nós não lutamos pelos nossos direitos, por isso fazem de nós o que querem.
Vamos provar-lhes que não somos estupidos e vamos lutar ao lado dos velhos que são os unicos que ainda se mexem em defesa dos seus e dos nossos direitos.
Em ultima analise e se for preciso, não nos devemos esquecer que as esquadras estão vazias e os quarteis tambem. É fácil ir lá buscar as armas para se for preciso ir-mos para a luta armada.
O tempo que alguns perdem a fazer assaltos e a roubar quem trabalha, devem investi-lo em lutar contra o poder politico e o poder económico que nos escraviza e enriquece à custa da nossa miséria.
Ponhamos os olhos na juventude heróica do Maio de 1968!!!

CONTRA OS RECIBOS VERDES!!!
CONTRA O TRABALHO PRECÁRIO!!!
CONTRA OS BURLÕES QUE NOS EXPLORAM E NOS ESCRAVIZAM!!!
TODOS PARA A RUA!!!
VAMOS PARALIZAR O PAÍS!!!
VIVA A LUTA DOS EXPLORADOS!!!

(não sou comunista mas se for preciso para defender os nossos interesses, pôr-me-ei ao lado deles. Afinal foram sempre eles que defenderam os explorados)

Justiceira disse...

Carla, a tua ideia de formar uma associação é muito pertinente. Afinal quantos advogados há desempregados?... Porque não unirmo-nos todos e associarmo-nos com departamento juridico e apoio social?... Temos de nos impôr, o nosso futuro foi ontem, não existe hoje para a nossa geração, quanto mais amanhã!
Temos de ir para a luta, só vejo pessoas de meia idade e velhotes nas manifestaçãos... E nós?... Porque não vamos às manifestações?
O poder económico aleado ao poder politico sabem que nós somos uma geração "parada", sabem que nós não lutamos pelos nossos direitos, por isso fazem de nós o que querem.
Vamos provar-lhes que não somos estupidos e vamos lutar ao lado dos velhos que são os unicos que ainda se mexem em defesa dos seus e dos nossos direitos.
Em ultima analise e se for preciso, não nos devemos esquecer que as esquadras estão vazias e os quarteis tambem. É fácil ir lá buscar as armas para se for preciso ir-mos para a luta armada.
O tempo que alguns perdem a fazer assaltos e a roubar quem trabalha, devem investi-lo em lutar contra o poder politico e o poder económico que nos escraviza e enriquece à custa da nossa miséria.
Ponhamos os olhos na juventude heróica do Maio de 1968!!!

CONTRA OS RECIBOS VERDES!!!
CONTRA O TRABALHO PRECÁRIO!!!
CONTRA OS BURLÕES QUE NOS EXPLORAM E NOS ESCRAVIZAM!!!
TODOS PARA A RUA!!!
VAMOS PARALIZAR O PAÍS!!!
VIVA A LUTA DOS EXPLORADOS!!!

(não sou comunista mas se for preciso para defender os nossos interesses, pôr-me-ei ao lado deles. Afinal foram sempre eles que defenderam os explorados)

FERVE disse...

Cara Justiceira:

O FERVE é um movimento apartidário e assim pretende manter-se.

São bem-vindas todas as pessoas que queiram lutrar e trabalhar por esta causa.

Pelo FERVE;

Cristina Andrade

Justiceira disse...

Cristina, acho bem que o FERVE seja um movimento apartidária mas espero e desejo que não seja apolitico, porque, quer nós queiramos ou não, o problema é politico, por isso, acho que devemos assumir a nossa luta em termos politicos, ainda que apartidáriamente.
Tudo o que se passou no programa "prós e contras" foi um acto politico, pelo que, não devemos ser ingénuos ao querermos combater os nossos direitos sem termos de discutir politica, pois a causa e tudo o que está na base das degradantes condições de trabalho que nos vitimizam são de origem estritamente politica de que o poder económico se serve, pois ambos os poderes, politico e conómico, andam de braço dado e são promiscuos.
Nunca conseguiremos alcançar os nossos direitos se não assumirmos que o problema é politico e que, por isso, a solução tem de ser politica!
Como queres ganhar uma batalha que é politica fora da area partidária???
Isso é lirismo! (desculpa o termo)
Perante este quadro real, apenas temos de reunir apoios para a nossa força ser maior e, se necessário, juntarmo-nos a forças já instauradas e organizadas que defendam a nossa causa, sejam elas partidos, sindicatos ou o que lhe quiserem chamar.
Quem não pensar assim nunca terá exito na luta que queremos travar contra a exploração de que somos vitimas e nunca conseguiremos acabar com os falsos recibos verdes e com o trabalho sem direitos que nos ILEGALMENTE nos impôem.
O que eles querem (poder económico e poder politico) é isso mesmo; que sejamos um movimentozinho sem poder reinvindicativo que apenas vamos escrevendo por aqui umas coisinhas que muito poucos lêem.
Temos de nos organizar, arranjar uma sede, divulgar a nossa existência e reunir forças venham elas de onde vierem, BE, PCP, PS, CDS, CGTP, UGT, etc..., não temos de nos preocupar com isso. Nós somos cerca de 2 milhôes de individuos vitimas desta fraude do trabalho precário, óbvio que existem várias correntes de opimião politica!... Mas qual é o objectivo comum?... Não é alcançarmos os nossos direitos!?
A luta é contra o poder económico que nos explora e contra o poder politico que o permite, é com esses que temos de nos preocupar e contra os quais temos de lutar. Não temos de nos preocupar nem perder tempo com quem apoia e defende a nossa luta, esses, venham de onde vierem, são bem vindos!
Alguem, alguma vez, pensou que 2 milhões de pessoas unidas podem paralizar um país?
Para que isso aconteça só temos de nos unir, pois no dia em que isso aconteça, podem ter a certeza que os falsos recibos verdes e o trabalho precário, termina. Esses burlões passam a respeitar-nos e a temerem-nos!
Muito mais teria para dizer mas esta msg já vai longa e não me quero tornar maçadora. Espero que entendam o que eu quis transmitir porque os inimigos, de facto, existem e são esses que temos de combater. Não percamos tempo a combater amigos e apoiantes!
Cumprimentos
Justiceira

FERVE disse...

Cara Justiceira:

Juntar pessoas em torno desta causa é o que o FERVE tem tentado fazer desde a sua fundação.

Referi apenas, e mantenho, que o FERVE é um grupo apartidário. Isso não significa, obviamente, que sejamos 'apolíticos', como poderá constatar pelas actividades que temos desenvolvido.

Pelo FERVE;

Cristina Andrade

FERVE disse...

Apresentámos a queixa ao Provedor do espectador, mas não obtivemos qualquer resposta.

Pelo FERVE;

Cristina Andrade