07 maio 2008

O que o Ministro anda a fazer...



O Ministro do Trabalho e da Segurança Social está prestes a atingir um novo ponto máximo de sofisticação!

Após ter afirmado na TSF desconhecer a realidade dos 'falsos' recibos verdes nos CNO's, Vieira da Silva foi confrontado com esta realidade na interpelação ao Governo, promovida pelo Bloco de Esquerda.

Também o FERVE interpelou o ministro acerca desta questão no programa 'Pros e Contras', ao que Vieira da Silva respondeu afirmando que o Governo cumpriria com as suas obrigações, tal como já o havia feito no passado.

Ora, o que o Governo está a fazer é a afastar liminarmente todos os técnicos a recibos verdes nos Centros Novas Oportunidades (CNO's) de gestão directa do IEFP, ou seja, tratam-se de CNO's de gestão directa do próprio ministério do Trabalho.

Para celebrar esta situação, Vieira da Silva irá estar na próxima sexta-feira no CACE Cultural do Porto, para proceder à entrega de diplomas obtidos ao abrigo do programa novas oportunidades. Apelamos a que não deixem esta incongruência passar impune!

Esta situação é apenas um dos exemplos que começam a ocorrer na administração pública, onde existem mais de 100 mil pessoas a trabalhar a recibos verdes!

10 comentários:

Anónimo disse...

Eu não tive a oportunidade de ver esse programa...aliás, esse tipo de programas para mim já não despertam o mínimo interesse, pois as ideias dos mais fortes são as que prevalecem, não se fala do que é realmente importante, nem se resolve nada! E fiquei com "É bom que isso fique claro. É bom que isso fique claro." na cabeça...ficou muito claro a posição dos nossos governantes no que diz respeito à precariedade. Têm de ser tomadas medidas, porque estamos a ser governados por um bando de aves que, infelizmente, não são assim tão raras, mas que não conhecem, ou não querem conhecer, a realidade do país que governam! Eu apelo a uma manifestação! Apelo à união! Apelo a todos os colegas que se encontram em situação precária ou que sejam solidários com esta situação...que nos unamos e mostremos que não somos apenas uma pequena parcela da sociedade, que somos MUITOS e que o nosso trabalho também leva este país a andar para a frente! Merecemos ser tratados com dignidade! Não nos podemos calar!

Anónimo disse...

Já quando foi o programa acerca da situação dos jovens e dos primeiros empregos foi a fantochada que foi...

Com todo o respeito ao Sam The Kid, notava-se perfeitamente que ele estava completamente posto de lado e a leste da intervenção real do problema.


Este programa é uma farsa...

mendes disse...

Olá companheiros


Parece que os falsos recibos verdes na administração central não são tantos como se diz,

Pois a administração indirecta e independente, tem autonomia administrativa e financeira, e muitas destas instituições estão sujeitas ao direito privado, e estando fora do âmbito da direcção do governo, .. isto para dizer que,

para que a situação de todos os falsos rv se resolva, é necessário que o governo acabe com os falsos recibos verdes que estão sob a sua direcção. Pois os desgraçados dos RV que além de não terem a tão propalada protecção social, não têm ainda qualquer progressão na carreira ou qualquer expectativa de evolução, etc., além das desigualdades salarias, "pessoas que fazem trabalho igual, com vencimentos escandalosamente desiguais".

Pois, só assim o governo mostrará que está de boa fé quando diz, como foi o caso de ontem no parlamento: "A ambição que o governo põe no combate à precariedade" diz o primeiro ministro, como uma medida positiva a levar a cabo pelo reforma do código, ou ainda quando o ministro do trabalho acusou o PSD "de ter aberto a via verde da precariedade".
Então o governo deve dar essa prova, de que está a falar verdade, como? assumindo as suas responsabilidades, acabando com os falsos recibos verdes na administração pública.
E só assim o problema dos falsos rv no sector privado se poderá resolver, não esperem que os empresários que nós temos (bons) o façam de moto próprio, tendo o governo como incumpridor não terá moral sequer para os fiscalizar.

Logo, é necessário que nós e os sindicatos (na consertação social) obriguem o governo a assumirem publicamente as suas responsabilidades, como disse o ministro do trabalho!!
Só assim começaremos a caminhar no sentido da justiça para todos.

Abraço do precário.

Anónimo disse...

Essa malta que se una e ponha o Estado a nu. Façam como os de Lisboa: um blogue para os encostar à parede!!!

José Ferreira disse...

Eu fico preocupado é k o povo português continua a fechar os olhos a isto e continua a votar nestes cromos ,basta adoçarem a boca aos portugueses antes das eleições e eskecem logo o k se passou nos 4 anos anteriores.....e tem sido assim desde o tempo do Cavaco Silva k foi o principal culpado nos recibos e agora tá sempre a pedir calma aos portugueses...

Anónimo disse...

Caros colegas precários:
A precaridade é já minha conhecida há 12 anos e no sector público.
A eterna expectativa de que a situação se resolveria e a necessidade de realização profissional e pessoal levaram a que, durante todo este tempo, se mantivesse esta situação.
Mas durante este tempo todo também se aprenderam algumas coisas quanto ao funcionamento e interpretações a dar às medidas que os nossos governantes anunciam.
De momento fala-se de que o Estado cumprirá a sua parte. Esta, na minha modesta opinião, será cumprida mas não resolvida, o Estado terminará com os prestadores de serviços individuais, mas face às suas muitas dificuldades de funcionamento, irá contratar empresas. Estas "empresas" serão na sua maioria empresas individuais e aqui teremos os "novos precários" ou aqueles que apenas mudaram de nome, e a precaridade mantém-se!!!!!!!!!!!!!!
Há de facto medidas a adoptar, o Estado precisa de reconhecer e ter a coragem de se livrar daqueles que nada produzem e de admitir que precisa de pessoas/trabalhadores.
É neste sentido que devemos apontar e unir os nossos argumentos, o Estado deve ser "uma pessoa de bem" que dê o exemplo, só assim a economia nacional, com o sector público e privado a trabalhar lado a lado e de forma transparente, poderá crescer e suportar os impactos provenientes de economias estrangeiras.
Chegou a hora de unir esforços, de encarar e resolver a situação. Estejamos atentos e estejamos unidos.

Anónimo disse...

José Ferreira,

apesar de concordar(em parte) consigo quando situa o início do problema da precariedade no neoliberalismo do auto-proclamado Prof. Doutor Cavaco Silva, permita-me recordar-lhe que foi o Dr. Mário Soares, esse guru do socialismo português que legislou acerca dos recibos verdes e, portanto, o problema é mais antigo do que o PR e é curiosamente fruto de um governo socialista.

Anónimo disse...

Quais sao os centros de novas oportunidades em Lisboa que nao tem pagamento por recibo verde? So o CNO do Ministerio da Educacao,nao?

Anónimo disse...

Trabalho num instituto público (cheio de licenciados e técnicos altamente qualificados a recibos e à peça, afinal é disso que o país precisa)há dois anos a recibos verdes, o meu "contrato" vai terminar em breve, e como alternativa querem contratar-me através de uma empresa de trabalho temporário. Não consigo entender qual é a jogada, fora o óbvio vou ser um problema resolvido para eles.

Anónimo disse...

Sou médico especialista em Medcina geral e familiar ( 10 anos de estudo.Para quem nao sabe a cada medico do SNS é-lhe atribuido um ficheiro 1500 utentes.No meu caso, trabalho com um falso recibo verde , tenho dois ficheiros por isso cerca de 3000 utentes e aufiro limpos mensalmente 1580€. Obviamente tornei-me xonófobo porque não entendo como trazem médicos estrangeiros com contratos de trabalho a 3 anos e com rendimentos mensais de 2900€. Háverá algum estigma contra o médico portugues? Deverei casar com uma uruguaia e ficar com dupla nacionalidade, e talvez passe a ter trabalho bem remunerado no meu pais.