05 dezembro 2007

Testemunho: registo de dados

Há uns anos, trabalhei numa empresa como operadora de registo de dados - o que nos resta... Tinha visto o anúncio de oferta que pedia licenciados.
Pareceu ser coisa séria q.b. Pesquisei na Internet a empresa e deparei-me com uma página toda modernaça, falando bem da sua actividade e dos seus serviços, publicitando o seu poder económico, apresentando-se como uma excelente empresa cotada na bolsa - coisa grande.
A empresa mãe era a Redi***, a filha a Redw***.

PRIMEIRO CONTACTO COM O EMPREGADOR:
Há uma fila para as entrevistas - normal - mas, ainda antes de me chamarem para a entrevista, dão-me uma ficha de inscrição onde pedem vários dados pessoais. Achei estranho.

Chamam-me finalmente e eis que me entrevistam. Queriam licenciados (em geral), porque era preciso "pensar", não era apenas para inserir dados acriticamente. Pergunto-me se um tipo com o 12º ano não pensa...

Fiquei a perceber que aceitavam praticamente toda a gente, pois, a preocupação da entrevistadora era concluir o preenchimento da tal ficha que me tinham dado.
Apresentam-me as condições: ia estar a recibos verdes durante o período de formação, ganhando 450 euros, trabalhando das 8 às 18h, depois desse tempo passava a contrato. Qual o período de formação? NOVE MESES! O prazo máximo legal para manter alguém em formação.

Infelizmente, aceitei. É isto que temos que tolerar...
Lá fui passar uma tardinha à loja do cidadão para abrir actividade. Foi engraçado, na altura de preencher o formulário, constatar que ninguém sabe como preenchê-lo numa situação em que de facto não se trata de trabalho independente. Certos campos ficam sem resposta, escrevendo-se antes uma nota ou observação. É claro que o recibo não serve para aquele fim.

PRIMEIRO DIA:
Chego à hora marcada e pedem-me que espere. Esperei num pequeno sofá enfiado num hall de escada, junto aos elevadores onde era nada mais nada menos que a "cantina" dos funcionários. Um hall com uma máquina de bolos e uma máquina de café - tudo de moedas. Lá metido num canto, havia um microondas. Repare-se que o edifício é enorme e todo sofisticado. Os funcionários comiam ali de pé, junto a umas escassas mesas de pé alto, qual cafetaria de estação de serviço.

E esperei. Esperei 10, 20, 30 minutos e nada. A mim, haviam-se juntado mais duas pessoas (jovens) que também iam começar a trabalhar ali. E esperámos no mini sofá, até que alguém se dignou a pelo menos explicar porque esperávamos tanto. Um dos novos colegas atrasara-se e não começaríamos sem que ele chegasse. O sujeito morava na outra banda. Esperámos mais de uma hora. Até que ele chegou.

A "FORMAÇÃO":
Ficámos então à espera que chegasse a pessoa que nos ia dar formação. Ninguém falava connosco, nem uma palavra de recepção...os supervisores de operadores (função cobiçada por uns quantos desgraçados) andavam por ali, mas não nos dirigiam a palavra. Chega então a senhora que nos daria a formação. Nem vale a pena dizer que a senhora se atrapalhava com o próprio computador. Vinha de outra empresa e era apenas uma pessoa que já trabalhara com aquele sistema. Qualquer um ali dentro poderia ter feito o que ela fez.

A "formação" foi interrompida umas quantas vezes, por tempos indeterminados, porque o sistema ia abaixo com frequência.

Por fim, a supervisora diz que chega de formação, não vale a pena continuar, pois já estávamos esclarecidos. A senhora foi e com ela foi-se a "formação", mas os recibos verdes ficaram mais nove meses...claro.

O AMBIENTE DE TRABALHO:
A função não era complicada, mas sempre que tínhamos dúvidas, e apesar de termos tido instruções para chamar o supervisor nesses momentos, a supervisora reclamava porque a estávamos a interromper, porque isto, porque aquilo. Passei a tirar dúvidas com o outro supervisor, mais acessível, apesar de tudo.

No segundo dia, todos são convocados para uma "reunião de emergência".
- Local da reunião?
- Uma sala de dois metros quadrados que servia de armazém de material informático. Enfiaram assim, mais de uma dezena de pessoas dentro de uma dispensa, sem sítio para sentar ou mexer.

Temas da reunião: ou passávamos a fazer x fichas por dia ou íamos para a rua na hora, porque "estão a recibos verdes, e nem é preciso dizer nada!!!". Escusado será dizer que a única pessoa que falou foi a supervisora, que nunca aceitou justificações do pessoal - tal como "o sistema está constantemente a ir abaixo" (de facto, fazíamos interrupções de uma hora, ou mais, com uma frequência absurda).

A mensagem não era para os novos, mas nada os impediu de nos convocar também.
Terceiro dia, nova reunião. Desta vez numa sala às escuras, sem nada, sem bancos, mesas...nada. Sentados numa alcatifa bolorenta.

Motivo: se não andássemos de fato íamos para a rua na hora, porque estávamos a recibos verdes e era na hora "nem era preciso dizer nada!!!", e que havia mais gente lá fora para ir para ali, não éramos, portanto, imprescindíveis.

Um ou outro colega, mais audaz, lembrou-a que não nos cruzávamos com clientes nem administradores, pelo que não fazia sentido usar fato. Outra disse que não tinha dinheiro para comprar fatos...mas a supervisora apenas respondia, num tom verdadeiramente autoritário, que se não estávamos bem ali, saíssemos, era só dizer, porque estávamos a recibos verdes, tal tal...

Certo dia, cerca das 18 horas (hora de saída), a supervisora diz o seguinte ao meu colega do lado: “tu hoje sais 10 minutos mais tarde, porque chegaste atrasado 10 minutos”. Não pude deixar de pensar no meu caso: se eu chegava sempre 5 minutos mais cedo, poderia sair 5 minutos mais cedo? Nem ousei perguntar.

QUARTO DIA:
Adoeci. O ar condicionado era posto ao rubro, um calor insuportável, até que um sujeito – consta que era o supervisor dos supervisores, ou algo que o valha – entrava, e encarregava-se de escancarar o janelão ao meu lado. Estávamos no Inverno e o local era um ermo, vasto, onde o vento gelado irrompia violentamente.

Isto e o ambiente de trabalho fabuloso que baixa as defesas a qualquer um.
Estava realmente doente. Não sou de faltar nem nunca fui. Nem doente. Mas estava realmente doente. Não conseguia estar de pé. Liguei para lá antes das 8h, disseram-me que ligasse mais tarde quando a simpatia da supervisora chegasse. Fiz isso e falei com ela. “Tens que meter baixa”. Na altura nem me passou pela cabeça o descabido que isto era. Tinha então, segundo ela, três dias para ir ao escritório entregar o papel, ou então não aceitavam a justificação. Bom, consegui boleia para lá ir, enfiada em gorros e cachecóis, cheguei, entreguei e fui-me embora. Olhou-me de alto a baixo, desconfiada e a coisa ficou por ali.

Dia seguinte de manhã, liga-me a informar que fui despedida, porque tive o descaramento de entregar uma baixa de uma semana, quando só lá estava a trabalhar há uns dias, que não podiam ter lá pessoas com quem não podiam contar, que eu dava muitos erros – isto era claramente falso, pois não só fazia as tais 80 fichas por dia, como, no dia seguinte, recebíamos a avaliação e a minha era das melhores, mas enfim) e invocou ainda outra razão absurda que, sinceramente, já nem me lembro qual era – se não estou em erro, ela não simpatizou com a minha figura (penso que me viu como uma ameaça, honestamente – os colegas gostavam de mim, fazia o meu trabalho bem...).

A coisa podia ter acabado ali – até foi um favor que me fizeram, tirar-me daquele martírio – mas não!

Quando fui receber, ainda não satisfeita com os motivos invocados para me “despedirem”, falei com o tal supervisor dos supervisores e perguntei-lhe a que se devia o despedimento: era o facto de ter faltado durante uma semana, e de por isso, não saberem se podiam contar comigo. Questionei-o: mas e não teve a ver com os meus erros? Não. Não tinha nada a ver com isso, se os desse era natural, porque estava ali há pouco tempo. A sujeita aparece e confronto-a – sim, também não podia ficar a ver aquilo de braços cruzados até ao fim. Grita comigo, interrompe-me, nega, contradiz-se. Disse-lhe com toda a calma que já tinha percebido tudo e que ela mentira com todos os dentes. Finda a discussão, o chefe dos supervisores diz-me, depois de me terem feito ir naquele dia àquela hora ali, que não me podiam pagar naquele momento, porque se tinham enganado a “processar os salários”. Voltasse lá no mês seguinte.
No mês seguinte, com o número de telefone da inspecção do trabalho no bolso, para o que desse e viesse, e lá fui buscar 100 euros, se tanto, dos quais descontei a percentagem para a segurança social.

ASSIM, EIS O QUE A REDW*** ME OFERECEU:
Um falso contrato a recibos sob o pretexto de período de formação
Formação que de 9 meses passou a umas meras 4 horas, apesar de teoricamente mantermo-nos nesta condição durante 9 meses.
Um salário que para pouco ou nada servia.
Sem direito à doença, à falta, à baixa.
Sem subsídio de almoço apesar de termos um horário de 8 horas – o trabalhador “independente” suporta os custos
Uma hora de almoço.
Ameaças constantes de despedimento, por motivos descabidos, aproveitando as condições não-contratuais a que estávamos sujeitos.
Obrigação de usar determinada indumentária.
Obrigação de cumprir horários da forma mais rígida possível – 5 minutos de atraso equivaliam a 5 minutos para lá da hora de saída.
Obrigação de cumprir um resultado estipulado ao fim do dia, com controlo e avaliação de alguém absolutamente desconhecido (nunca nos foram apresentadas as pessoas da empresa).
Uma cantina inóspita, sem bancos, sem privacidade, sem alimentos de jeito (sandes e bolos embalados de fábrica) enfiada no hall das escadas.
A única alternativa era ir ao Aquarius (cadeia de café/restaurante que surge como cogumelos em todas as zonas de empresas, onde não há mais nada e que por isso é caro, não tem serviço de mesas, nem espaço para todos os que ali vão sem remédio: come e despacha-te que há mais gente à espera).
Um sistema informático que funcionava mal, obrigando-nos a esperar horas pela sua recuperação, apesar de termos que apresentar um determinado resultado no fim do dia. Climatização desregulada.

Eu fui-me. Enquanto lá estive tentei chamar a atenção de alguns colegas para o atropelo descarado aos direitos, à ilegalidade de certas coisas. Nada. Uns não queriam saber porque aquilo era para pagar os estudos, outros precisavam de se sujeitar a estas coisas...e estes ficaram-se. Quanto à Redi*** e à Redw***, lá estão, na Bolsa de Valores.

Foi a forma de exploração mais deplorável a que assisti, numa empresa que se diz ser muito à frente.

24 comentários:

Anónimo disse...

Boas!!! tb lá trabalhei compreendo bem o teu caso! continuando de certa forma a comentar as actuações dessa empresa k desvia €€€ dos ordenados aos empregados pra se sustentar na bolsa e pra apresentar lucros na casa das dezenas de milhoes de euros!!! recentemente a empresa implementou um novo sistema de "xular" ainda mais o trabalhador a recibos verdes! o sistema passava por assinar um contrato de prestacao de serviços durante um ano em que iria trabalhar à tarefa com metas impostas pela empresa, independentemente do horario k fizesse desde k fosse dentro do horario de funcionamento das instalacoes. Está claro k para atingir a meta teria k suar e bem e se nao atingisse 80% dessa producao iria pra rua!´o mais ridiculo era se passasse a metrica dos 100% k equivaliria a um ordenado de 550€ a 600€, o k aconteceu varias x, se passasse constantemente a metrica dos 100%, entao esta, ridiculamente seria corrigida. ou seja matavas t a trabalhar para ganhar mais algum e corrigiam a metrica pra nao ganhar mais, mas davam t mais trabalho pk a filosofia era: bem se ele(a) atinge este valor entao vamos aumentar a metrica pra ele(a)receber menos €€€!
Resumindo fazendo as contas às despesas de seg. social,seguro de acidentes pessoal,passes,casa, chegava ao fim do mês tinha andado trabalhar pra aquecer e ainda tinha k ir pedir se queria ter algo pra comer.

Anónimo disse...

Estava a rir-me com o teu testemunho, pois aconteceu-me o mesmo na empresa de processamento de dados Datafields - http://www.datafields.net/.
Queriam licenciados, pois é um trabalho muito difícil, a recibos verdes. Contrataram com regime livre de horário, mas todos os dias avisavam que tinha de cumprir 8 horas por dia e avisar quando entrava e saia.
Não bastando a constante obrigação no cumprimento de horário, no final do mês, no cheque vinham descontados 60 euros. Segundo os "patrões", devia-se aos períodos de idas a casas de banho, bem como períodos em que o sistema falhava, que como tal não estavamosa processar!!!!!!!!. Só me restou sair e, em tom de gozo dizer que dado tar a recibos verdes não precisar de dar aviso prévio.

Anónimo disse...

Aqui fica o meu agradecimento pelo teu testemunho e por confirmares as minhas suspeitas.
Também eu já tinha escrito aqui no blog sobre esta situação da reditus, uma vez que também eu fui a uma entrevista nessa dita empresa para "análise de dados bancários para licenciados em direito". Na altura, até me perguntei se não estaria a sonhar depois de ouvir e ver as condições de "trabalho" naquela empresa mas já percebi que a realidade supera largamente a minha imaginação atendendo aos comentários aqui deixados.
Quanto à IGT, penso que será escusado recorrer a essa instituição dado que o problema hoje está de tal forma massificado que eles não querem nem podem fazer nada, porque senão a taxa de desemprego neste país era capaz de atingir máximos nunca antes vistos.
A mim o que me continua a fazer confusão é o facto do pessoal não querer saber e aceitar qualquer coisa, fazendo baixar as condições de todos os outros trabalhadores e consequentemente as suas próprias condições. Há que despertar as consciências destes trabalhadores para este estado de coisas caso contrário qualquer dia não haverá alternativa.

Anónimo disse...

É criminoso, indecente e ultrajante!
Está na hora de pormos fim a isto!!!
Se as assinaturas não chegarem, teremos que pensar numa total paralisação, sem escrúpulos.
Habituados a nada estamos nós, por isso, é mais o que ganhamos em fazer uma greve 100% (pronto, já sei que será sempre menor) durante dias a fio, do que se nos calarmos.

Goncalo disse...

Apesar de nunca ter trabalhado na Redware, cheguei a ir lá a uma entrevista, há coisa de dois anos e pouco. Do pouco que vi, pareceu-me assustador: um sítio sem janelas, uma entrevistadora a tentar convencer-me das virtudes de trabalhar a recibos verdes mais do que 8 horas por dia e até aos fins-de-semana e os funcionários cá fora a comentar a m... de empresa que aquilo era.

Na altura, o emprego proposto era para o Totta/Santander, no Prior Velho ou na Praça de Espanha. Declinei a proposta e recordo-me de , poucos meses depois, a mesma Redware ser capa do Expresso, devido ao facto de as informações bancárias dos clientes poderem ser vistas por qualquer funcionário, que nem sequer tinha vínculo à empresa.

Sei que estas opções são do foro individual, mas acho que , para o que se recebe e o que se trabalha, não vale mesmo a pena perder tempo com esta gatunagem. É daqueles empregos que não dá grande currículo e, mal por mal, antes trabalhar num call center.

Big_Mac Ferve em Lume Médio disse...

Eu juro que não sou o anónimo que escreveu sobre a greve 100% durante dias mas que estou 100% de acordo com ele, isso estou.

autora do triste episódio disse...

Devo ainda acrescentar ao meu testemunho o seguinte: a certa altura, circulou uma folha de linhas para colocarmos o nosso nome e email. A simpatia da supervisora dizia que serviria para estarmos contactáveis e tretas do tipo. Dias depois, comecei a receber na minha caixa de correio publicidade endereçada de uma das empresas clientes mais importantes da Redware. No dia em que lá fui receber, chamei-os à atenção para isto: com que direito usam os meus dados para os vossos clientes andarem a vender produtos?! E certo é que, fizeram de conta que nada sabiam, mas nunca mais voltei a receber publicidade da tal empresa - uma gigante seguradora...inacreditável!

Só mais uma coisa que tenho obrigação de contar: hoje, ao recolher assinaturas para o abaixo assinado, contaram-me que, numa determinada empresa, os funcionários estavam há anos a RV, e a certa altura, levaram o caso a tribunal. Ganharam, (não tem como perder), receberam uma indeminização da empresa e passaram a contrato. Todos assinaram e rescindiram logo de seguida! Possível é, tem que haver união!

Gostei destas mostras de solidariedade. Terapêutico.

Ana disse...

Apesar de nunca ter trabalhado a recibos verdes, mas estando actualmente desempregada e, por isso, decerto o que me espera será ou aceitar uma situação dessas ou não conseguir emprego, estou solidária e, mais do que isso sinto uma revolta por não se fazer um movimentação, não haver mais queixas, mais denúncias...as pessoas não se podem calar a isto pois não é assim que se consegue mais produtividade neste país, com a exploração das pessoas...digo mais, humilhação!

Salome disse...

Acho, sinceramente, que temos de nos juntar de alguma forma aos sindicatos... uma pessoa sozinha, tem medo, mas o grupo faz a diferença!

Anónimo disse...

a um ao era para trabalhar para essa empresa em Lisboa, estranhei foi o facto de ter que fazer imperativamente o seguro.
enfim, não achei outro trabalho mas também não aceitei esse,DESCONFIEI e muito.até quando fui saber da abertura da actividade o senhor fez uma cara de desconfiado.
Hoje trabalho a recibos ou acto unico também ,só que quem falta não é despedido, compensa no final do contracto, desde que faça a minha produção por dia ninguém anda a correr atrás de nós.
infelismente a empresas que só querem é ganhar euros e não se importam com os funcionários

Anónimo disse...

Também me calhou essa fava no ano passado no ano passado... Muita cordialidade na entrevista e depois exploração q.b..
Os RV não tem horários de trabalho. por isso trabalhava das 8 h às 21 h, muitas vezes ficava até o segurança ir lá...
Formação??? pouca, a sujeita implicava comigo por ser 'homem' e passava-me atestado de incompetência na formação.... Mas na prática fui o melhor no sector e fui elogiado pela direcção.... MAs por ser RV decidi-me ir embora, embora tentassem-me demover a ideia.... e ainda tiveram a lata de perguntar se eu não queria desenrarcar no ultimo dia de trabalho loool

Anónimo disse...

Isto é impressionante como existe tantas empresas a enganar-nos. Nunca trabalhei nesta empresa e nunca vou trabalhar graças aos vossos testemunhos, ainda à alguém que têm coragem para as denunciar. Falando em denúncias existe agora umas empresas que só contratam durante o período de experiência que é para fugirem à segurança social. Todas as empresas que digam que contratam licenciados para o 1º emprego,é fraúde. Eu já me aconteceu e quando fui à entrevista disseram-me que passado o período de experiência faziam contrato, tretas, passado um mês vim para a rua, isto é uma pouca vergonha e têm de ser divulgado.
Pr favor, não tenham medo de dizer para podermos alertar as pessoas, já que não podemos fazer mais nada.

Anónimo disse...

A mim faz-me confusão é a malta não se unir e começar a trata-los como tordos.
Vejam o que fizeram ao Berlusconi e ao Papa ... estão à espera de quê?

CConde disse...

Ola a todos

Existe um grupo no facebook

Anti-redware.

Entrem , pertencem ao grupo e digam o que têm a dizer.

E deixem de assinar como anonimo,
fazer queixas é facil, deem a cara.

Fernanda disse...

Infelizmente tudo o que foi dito desta empresa é verdade. Obrigam as pessoas a assinar os contratos á pressa, nem tempo dão para ler.
Os vencimentos são sempre muito mais baixos do que eles dizem.
Das empresas que conheço é a unica que goza com os colaboradores, com pressões , ameaças psicologicas , ameaças por carta.
Esta empresa não é Portuguesa, foi comprada por uma mutinacional estrangeira. A reditus há poucos anos teve a beira da FALÊNCIA.
Só lhes interessa o lucro.
Esta empresa dedica-se a explorar os mais desfavorcidos.
Procurem outras empresas de trabalho temporário.

Maria José disse...

Eu proprio , presenciei algumas cenas ridiculas, proprias de paises de 3º mundo.
No BANCO MILLENIUM NO TAGUS PARK, as pessoas têm horarios para ir a casa de banho , têm 20 minutos para almoço, se se atrasam um minuto levam na cabeça. Enquanto as chefias têm 1.30H e saiem para ir beber café e fumar várias vezes ao dia. Trabalhar neste banco no Tagus Park é um cancro , é só pressões e lavagens cerebrais.

Jorge disse...

Eu que o diga , trabalho na REDWARE a vários meses no Millenium e somos tratados a baixo de cão.
Somos os bichos do Millenium.
Só estou lá porque preciso do dinheiro.
Tudo o que foi dito está correcto.
Pressões , falta de pagamentos , pagamentos atrasados , constantes indirectas ,se não fazes vais para a rua.
Não sei como o Ministério do Trabalho ainda não fez nada para encerrar a REDWARE , deve comer com eles.

Maria Luisa disse...

Ola
Esta empresa ( REDWARE ) está a recrutar advogados estagiarios e engenheiros para atender os telefones , não têm mesmo vergonha na cara.
Exigem que tenham curso superior para estar num call center.
Muitas das vezes as entidades empregadoras pagam 3 X mais e depois exploraram os trabalhadores pagando-lhes 400/500€ / mês.
Não se fiem em tudo o que vos dizem nas entrevistas , a maioria da conversa não corresponde a realidade. Acabem com esta miséria de empresa de vez.

Anónimo disse...

Atenção noticia bombastica.
REDWARE do grupo REDITUS , dispensa metade da equipa na direcção de recuperação de credito no banco millenium no tagus park.
Esta empresa continua com as politicas de desprezo pelo factor humano, só pensando no factor dinheiro.
Aceitar trabalho nesta empresa é aceitar, maus tratos, pressões, ameaças, é isso que querem para vós?

Assinei como anonimo, com medo das ameaças fisicas que fazem mesmo a ex-trabalhadores.

Anónimo disse...

Vida de cão , passa-se em todas as empresas onde a redware presta serviços.
Desde bancos a seguradoras.
Call - centers escravatura e exploração de mão barata.
Cuidado com os contratos FALSOS de trabalho.

Mia disse...

Satisfaçam-me uma curiosidade, eu nao conheço essa empresa em concreto mas fui contactada pela CONFACT para operadora de registo de dados. Alguem conhece o sistema de trabalho? Sera tudo o mesmo? Pondero nem sequer aparecer.. Na entrevista foram amorosos e falaram-me de boas condições e bom ambiente de trabalho, até tenho medo!

Cumprimentos

Anónimo disse...

Boa tarde,

Venho por este meio, fazer uma reclamação da Reditus de Évora, desta vez pela forma de recrutamento.
Fui a uma entrevista para Assistente de Call Center na qual pediam:
- Boa capacidade de comunicação;
- Experiência na área de Contact Center;
- Experiência na área de Seguros;
- Conhecimentos de Inglês;
- Conhecimentos de Informática.
Pois, tendo estes requisitos todos, qual não o meu espanto quando não passei da 1ª entrevista e quando soube que as pessoas que tinham ficado seleccionadas não tinham estes parâmetros (uma tinha licenciatura em Geografia e outra em Filosofia, nada a ver com o ramo...)que eu acho fundamentais: Experiência na área de Contact Center e experiência na área de Seguros. Ora, se é para trabalhar numa seguradora não deveriamos ter conhecimentos básicos de seguros??? ou experiência em call center??
Ainda por cima a Liliana Pereira e a Judite R. deram a entender que "davam preferência a quem não tivesse experiência na área, pois assim seria mais facil moldarem as pessoas", mas somos o quê?? Máquinas, robots??
O que eles querem são pessoas que não pensem por si próprias e que sejam submissas...
Submissão a mim não!!!!!!!

Anónimo disse...

Olá a todos.
Nunca trabalhei na Reditus e nem quero. Alías fui a uma entrevista aos uns anos atrás na Av de Roma para Back Office para Caixa Geral de Depósitos (imagine-se a Caixa), a pessoa que me entrevistou super cordial mas quando falou-me em recibos verdes declinei e se aceitasse iria para a Portela de Sacavém aonde existe um armázem gigante da Caixa, ou seja, uma autêntico buraco. Mal localizado e com péssimo ambiente.

A Reditus é uma merda.

Pedro Rodrigues disse...

Passei exactamente pelo mesmo. Redware ou Reditus, e não tenho medo de dizer, que mesmo hoje em dia mando lhes CV´s para outras coisas, e nem respondem.
A mesma empresa roubou me um lugar que eu gostava, por oferecer serviços mais baratos e recibos verdes, onde eu estava a contratos de 6 meses. Passam os 6 meses, metem lá um tótó qualquer que vai ganhar METADE do que eu ganhava (prai 350 euros, cos descontos, eu tirava 600 em contrato normal). A empresa é claro, aceitou, e adeuzinho ao meu trabalho, que fazia tão bem, porque um cromo não teve coragem de dizer "não!Só fico se me pagarem o que pagam a ele, e sem recibos verdes!".
Somos escravos e estupidos.
Sim, estive na redware e reditus, e essa P*ta de supervisora deve ser aquela que era gaga, e que ninguem se ria da gagues dela por medo. "100 processos por dia!" "Eu disse 110!" "Onde estão os 120??".

A p*ta ao meu colega que era "fitness" todo musculoado não obrigava a usar gravata nem fato, mas a mim obrigava.
Ele era licenciado, nem o iria fazer.
É ridiculo.
E agora arranjar trabalho como operador de registo de dados? Não há?Só pa licenciados?
Fdx, tirem me desta terra de merda.