25 maio 2012

O FERVE ESTÁ SOLIDÁRIO COM ESTA INICIATIVA


CARTA ABERTA: SEM CIÊNCIA NÃO HÁ FUTURO

Mais de uma centena de pessoas - bolseiras da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), docentes universitários e outras - divulgaram hoje (25 de Maio) uma carta aberta ao Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato dando conta da situação de atrasos no pagamento de vencimentos, renovação de contratos de bolsas e no reembolso das prestações de Seguro Social Voluntário dos bolseiros da FCT.

As pessoas signatárias apelam à adoção urgente de medidas que resolvam estes problemas e também à implementação de uma política de incentivos conducente à criação de um mercado de trabalho que absorva a mão-de-obra altamente qualificada e o seu saber. Entre os promotores da carta encontram-se a Comissão de Bolseiros da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Associação de Bolseiros de Investigação e Ciência (ABIC), o Núcleo de Bolseiros da Universidade de Aveiro e os Precários Inflexíveis (PI).


Assinar a carta aberta aqui
Evento no Facebook aqui.

22 maio 2012

FERVE SOLIDÁRIO COM PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS

O movimento Precários Inflexíveis foi alvo de uma Providência Cautelar pela empresa Ambição International Marketing.

Esta empresa, dizendo-se injuriada por vários comentários (escritos por centenas de pessoas) num post de denúncia, avançou com um processo em tribunal para forçar o movimento a apagar todos os comentários do blogue. Independentemente de serem ou não contra esta empresa, independentemente do que está escrito, a empresa quer que sejam apagados cada um dos mais de 350 comentários.

Infelizmente o Tribunal colocou-se do lado da empresa de uma forma mais do que inesperada: na sentença proferida, condena o PI a retirar, não todos, mas muitos dos comentários escritos pelos cidadãos que por vezes nem sequer referem a empresa . Como sempre dissemos, nunca faremos qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões, por isso, discordamos frontalmente da justiça executada.


Apresentamos alguns factos:

- A empresa em causa, Ambição Internacional Marketing exige que se retirem os comentários sobre um texto que é sobre outra empresa a Axes Market, e não sobre qualquer texto em que fosse citada.

- A Ambição International Marketing, que avançou com o processo, nunca pediu direito de resposta ao PI, nunca dirigiu qualquer carta ou contacto ao movimento.

- Nenhuma das empresas (ou talvez a mesma com nome diferente) avançou com qualquer processo ou queixa contra quem escreveu os comentários. Portanto, o que preocupa a administração da empresa é a liberdade de expressão na internet. O mesmo preocupa o Tribunal.

O movimento Precários Inflexíveis defende e defenderá sempre, a liberdade de expressão e a igualdade na exposição de textos e ideias, críticas, ou outras, na internet, salvo excepções sobre textos violentos sob qualquer ponto de vista, físico ou social. A internet deve continuar a ser um espaço de liberdade e igualdade.

O PI vai reagir judicialmente, porque não aceita que o Tribunal e a Justiça possam ser os instrumentos para afirmar que as empresas podem exigir que os comentários negativos sejam apagados ou os seus textos e marcas valem mais do que as opiniões e denúncias dos cidadãos. Particularmente quando centenas de pessoas denunciam actividades suspeitas de empresas como esta. A liberdade é a base da democracia, porque, antes de mais, significa igualdade. Lutaremos por elas até ao fim.

Pedimos a divulgação ampla desta luta que diz respeito a todos e a todas – é a de quem defende que a liberdade e o espaço público, virtual ou não, não pode ser contra a democracia.

Alguns dos comentários que o Tribunal sentenciou como sendo para suspender ou ocultar:

“Eu fui lá ontem,e achei que a empresa era séria,agora chama-se International Marketing Lda e encontra-se na Rua dos Fanqueiros Nº277 2ºesq,chamaram-me para ir lá hoje passar o dia e não sei o que fazer,sei que disseram-me o mesmo que vós disseram,mas não parece que estejam a enganar.mas hoje vou tirar isso a limpo com a Ana Santos”

“ola boa tarde
na sexta feira ligou me uma senhora a dizer que fui seleccinada e deu os parabens
tinha que ir la hoje as 18h falar com o director
a empresa encontra-se rua dos fanqueiros nº277 2ºesq
e falar com uma senhora chamada ana santos com o contacto 910903870
a vaga era para gestora de marketing. a empresa e a mesma internacional marketing lda... mas qdo fui ver o site deparei com os vossos testemunhos. era para ir la hoje mas ja nao vou.... muito obrigada”
 

“Boa tarde,
Fui a primeira entrevista ontem na rua dos fanqueiros e confirmo tudo o que está aqui, uma espanhola a falar a mil, fui "selecionado" para passar um dia com eles na segunda-feira, podem me explicar em que consiste o trabalho??”
 

“É para vendas porta-a-porta ou "peditórios", conforme a campanha com que estejam actualmente. É 100% à comissão, logo não tens direito a nenhum subsídio, ou seja, pagas a tua alimentação, roupa (que tem que ser formal!) e deslocações para o "escritório", e daí para o local para onde te enviem. Espera-se que trabalhes 12h/dia, de segunda a sábado.
Ah, e quando te vais embora não te pagam sequer as comissões das vendas que fizeste, que foi o que me aconteceu a mim.”

“Olá a todos. Obrigada pelos vosso comentários. Recebi um mail de resposta à candidatura para o INTERNATIONAL MARKETING LDA, mas achei estranho a forma como estava redigido, centrando-se muito na "sorte" que se teve ao ser-se um dos escolhidos entre muitos. Também achei estranho o facto de termos de ser nós a telefonar-lhes e não oposto. Fui procurar na net informação sobre a empresa e não encontrei nada, deparei-me apenas com os vossos testemunhos.
Isto assusta-me muito. na realidade já existem empregos em que o patrão se aproveita do trabalhador perante a garantia do seu desespero em manter-se empregado. Questiono-me se não nos fizermos respeitar onde é que as injustiças laborais vão parar. O esquema dessa empresa parece-me um futuro negro que se pode multiplicar e tornar a realidade. Obrigada a todos.”

“Só queria dizer, que fui a essa BF Group, e também passei o dia das 10h as 19h, com eles porta-a-porta, e rejeitei o que eles me pediam. Tou desempregado, mas hj vi um anuncio de emprego para essa international markting portugal, e obrigado pelos vossos testemunhos, mas assim ja n vou la fazer nada.....”

11 maio 2012

O FERVE PARTICIPA NA "PRIMAVERA GLOBAL"



O FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes, é um coletivo do Porto que luta contra todas as formas de precariedade laboral e abusos patronais. Marcamos presença na Primavera Global porque entendemos que uma nova ordem mundial em que o trabalho seja respeitado e valorizado sobre o capital tem de vir de baixo, da rua, de nós, os 99%.

A crise, a suposta crise, tem servido de justificação para tudo, nomeadamente para uma concertada depredação de direitos e condições laborais, promoção da precariedade assim como uma transferência progressiva das responsabilidades pelas elevadas taxas de desemprego para os próprios desempregados. Tornou-se já claro que a posição dos recentes governos é de total desprezo pelos jovens, cujos níveis de desemprego alcançam patamar histórico, apesar dos níveis de qualificação serem os mais elevados de sempre. Estágios não remunerados, trabalho temporário, falsos recibos verdes ou mesmo bolsa de investigação científica são expressões que se vão normalizando no léxico laboral, e que servem, todas elas, para tentar espicaçar em nós um espírito de competição que nos reduza  exigências e faça aumentar os rendimentos dos recetáculos finais do fruto do nosso trabalho, os detentores do capital.

Não somos pieguinhas, nem preguiçosos, nem tampouco incompetentes, somos corajosos e não nos conformamos. Somos competentes, sabemos o que deve ser feito, não vivemos acima das nossas possibilidades e não nos deixamos cair no engodo que nos tentam lançar. Desemprego, emigração e pobreza não são uma realidade inevitável. Saímos hoje à rua porque temos a certeza que há alternativas à austeridade, porque temos a motivação e o saber necessários para seguir outro caminho, porque sabemos que o respeito pelo trabalho e pelas condições laborais é uma condição fundamental de qualquer sociedade justa e livre.

12 DE MAIO::15H:: PRAÇA DA BATALHA, PORTO.

Vê as outras cidades que apelam ao protesto em http://www.primaveraglobalpt.info/

06 maio 2012

PINGO DOCE: 50% DE DESCONTO, 100% DE EXPLORAÇÃO



As/Os trabalhadoras/es do Pingo Doce ganham salários de miséria!

O patrão que paga salários de miséria aos trabalhadores do Pingo Doce quis que estes trabalhassem no 1º de Maio, dizendo que isso era bom para eles, pois ganharam mais nesse dia.

 Agora esse mesmo Patrão diz que os trabalhadores que acederam a trabalhar (porque recebem salários de miséria) vão ter 50% de desconto em compras nos produtos que sem estes trabalhadores nunca chegariam às prateleiras, e diz que isso é bom para eles. Ou seja, o pouco dinheiro que estes trabalhadores ganharam a mais no 1º de Maio pode agora ser trocado por compras no Pingo Doce, ou seja, pode voltar ao bolso do patrão que lhes paga salários de miséria, e que isso é bom para eles.

 O patrão do Pingo Doce não gasta nem 1 cêntimo – apenas repassa as mercadorias a preço de custo – e assim continua a pagar salários de miséria aos trabalhadores.

Os trabalhadores do Pingo Doce, que recebem em média 540€, já perceberam que os 50% de descontos não aliviará os 100% de exploração a que são sujeitos. 

02 maio 2012

DESEMPREGO CHEGA AOS 15,3%

O Eurostat divulgou um novo valor recorde para o desemprego em Portugal, de 15,3% em Março, mais três décimas do que em Fevereiro e o terceiro mais alto na UE, apenas abaixo dos valores da Espanha e da Grécia.

O Eurostat regista uma tendência de forte subida do desemprego no país há pelo menos um ano, e o valor hoje conhecido fica substancialmente acima do dado mais recente do INE, que só divulga dados trimestrais: 14% entre Outubro e Dezembro do ano passado. É possível que os valores do Eurostat de Janeiro a Março sejam ainda revistos, em função do número que o INE divulgar para os primeiros três meses do ano.

O nível de desemprego em Portugal continua assim a afastar-se da média da zona euro, que subiu uma décima em Março, de 10,8% para 10,9%, e da UE, onde se manteve em 10,2% – o que representa respectivamente cerca de 17,4 milhões e 24,8 milhões de pessoas sem trabalho.


Notícia e foto no Público

01 maio 2012

MAYDAY PORTO INVADE LOJA DO PINGO DOCE



No Dia do/a Trabalhador/a o Pingo Doce escolheu desafiar sindicatos e as/os trabalhadoras/es e abrir portas. Fê-lo usando um golpe de markting sujo, prometendo 50% de desconto em compras, o que gerou o caos em muitas lojas e obrigou à intervenção da PSP.

As/Os trabalhadoras/es do grupo, esses continuarão a receber salários de miséria e a estar sujeitos a todo o tipo de abusos, enquanto o seu patrão usa uma sede na Holanda para fugir aos impostos.

O Mayday Porto 2012 invadiu hoje duas lojas do Pingo Doce para gritar contra a precariedade e a exploração 

MAYDAY! MAYDAY!

O Dia do/a Trabalhador/a é hoje!

Hoje saímos à rua pelo direito ao trabalho com direitos, pelo direito a um futuro, pelo direito a ter direitos!

Não aceitamos a chantagem da emigração.
Não aceitamos que nso chamem piegas.
Não aceitamos que nos chamem preguiçosos.
Não aceitamos que nos digam que não vale a pela lutar porque tem mesmo que ser assim!
Dizemos NÃO à chantagem da inevitabilidade porque nada é inevitável! 
O futuro a nós pertence e temos direito a ter um futuro!

PORTO: Praça dos Poveiros (a partir das 13h00)
LISBOA: Largo de Camões (a partir das 13h00)


30 abril 2012

EM 2012, 202 MILHÕES DE PESSOAS FICARÃO SEM EMPREGO

Cerca de 202 milhões de pessoas vão estar desempregadas este ano em todo o mundo, mais seis milhões do que em 2011, indica um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que será divulgado hoje em Genebra.

As políticas de austeridade em vários países estão a ensombrar as perspectivas de emprego e são “contraproducentes” para o crescimento económico, afirmou o director do instituto internacional de estudos sociais da OIT, Raymond Torres, numa conferência de imprensa no domingo.

De acordo com os dados da organização, em 2011 foram contabilizados em todo o mundo 196 milhões de desempregados e a perspectiva para este ano é de 202 milhões e em 2013 de 207 milhões.

Para a OIT, a criação de 50 milhões de postos de trabalho seria insuficiente para regressar à situação laboral registada antes da crise de 2008.

Além disso, é pouco provável que a economia mundial cresça o suficiente nos próximos dois anos para dar resposta aos cerca de 80 milhões de pessoas que, no mesmo período, chegarão ao mercado de trabalho, alerta


Notícia na íntegra no Público

27 abril 2012

MAYDAY PORTO: MARCHAMOS AO SOM DA MÚSICA E AO SABOR DA CACHUPA





Em espanhol a palavra "cachupina" quer dizer «reunião de pessoas, em que se dança e há diversões»

No 1º de Maio, na praça dos Poveiros, para ganharmos forças para a marcha teremos, a partir das 13h duas panelas de cachupa (normal e vegetariana) para ganhar forças e dançar ao som da música contra a precariedade.


MAYDAYPORTO.BLOGSPOT.COM

40% DAS/OS JOVENS RECEBEM MENOS DE 600€

O jornal Público noticia hoje que, segundo Instituto Nacional de Estatística, cerca de 40% dos jovens entre os 15 e os 34 anos receberam em 2011 um salário inferior a 600 euros.

Os dados do INE são claros sobre o baixo nível salarial da juventude: dos 248.500 jovens até 24 anos, mais de 66% receberam menos de 600 euros mensais. E 27% entre 600 e 900 euros mensais.

Estes valores demonstram bem o descalabro do preço do trabalho em Portugal bem como da evidente dimunuição das expectativas de vida que são colocadas às pessoas jovens e jovens-adultas.


MANIFESTO MAYDAY PORTO

Trabalho mal pago, emigração, desemprego sem fim, estágios não remunerados, economia informal, vidas a prazo. A precariedade no trabalho e nas nossas vidas generaliza-se e não é por acaso.

Em Maio fará um ano que o acordo com a troika foi assinado pelos mesmos que agora sustentam a política de destruição do emprego e do Estado social. Um ano depois tudo falhou, a austeridade justifica tudo e não resolve nada.

O desemprego e a precariedade aumentam à medida que pagamos uma dívida para resolver uma crise que não criamos. Nesse caminho a democracia tem sido esmagada pela austeridade. Por isso Maio é um mês de exigirmos o nosso futuro. Vamos dizer basta e exigir emprego com direitos para todos/as e o respeito pelas nossas escolhas.

No dia do/a Trabalhador/a, o 1º de Maio, nós, precários/as e desempregados/as, sairemos às ruas do Porto para gritar bem alto que já chega de exploração. MAYDAY! MAYDAY! MAYDAY!

O Mayday Porto 2012 são muitas pessoas: precárias, desempregadas, bolseiras, mal-empregadas, estudantes, trabalhadoras informais, intermitentes, solidárias, conhecidas, amigas, famílias... Porque sabemos que juntos temos força de sobra para derrotar o medo.


Aparece no dia 1 de Maio, às 13h00!
Porto: Praça dos Poveiros
Lisboa: Largo de Camões


26 abril 2012

VÍDEO MAYDAY LISBOA



E no 1º de maio, saímos à rua!
Pela nossa vida!
Pelo nosso futuro!
Pela nossa dignidade!

DEBATE DO SPN::26 ABRIL::18H00::PORTO

O Sindicato dos Professores do Norte (SPN) tem vindo a organizar uma tertúlia mensal, designada SPN no Olimpo, que visa assinalar os 30 anos deste sindicato.

Hoje, o debate designa-se "Cidadania: participação vs (des)mobilização" e conta com a presença do FERVE, de João Teixeira Lopes (sociólogo)  e de José Miranda (dirigente estudantil).

O debate decorre no Olimpo Bar-Café, na Rua da Alegria, 26 (aos Poveiros), no Porto.



22 abril 2012

1º DE MAIO: PRECÁRIAS/OS E DESEMPREGADAS/OS SAEM À RUA


Trabalho mal pago, emigração, desemprego sem fim, estágios não remunerados, economia informal, vidas a prazo. A precariedade no trabalho e nas nossas vidas generaliza-se e não é por acaso. Em Maio fará um ano que o acordo com a troika foi assinado pelos mesmos que agora sustentam a política de destruição do emprego e do Estado social. Um ano depois tudo falhou, a austeridade justifica tudo e não resolve nada. O desemprego e a precariedade aumentam à medida que pagamos uma dívida para resolver uma crise que não criamos. Nesse caminho a democracia tem sido esmagada pela austeridade. Por isso Maio é um mês de exigirmos o nosso futuro. Vamos dizer basta e exigir emprego com direitos para todos/as e o respeito pelas nossas escolhas.

No dia do/a Trabalhador/a, o 1º de Maio, nós, precários/as e desempregados/as, sairemos às ruas do Porto para gritar bem alto que já chega de exploração. MAYDAY, MAYDAY, MAYDAY.

18 abril 2012

IEFP DESPEDE MAIS DE 200 TRABALHADORES, NÃO PAGA INDEMNIZAÇÕES E ALTERA DATA DE DESPEDIMENTO!!!

Provedor de Justiça contraria governo e IEFP afirmando que estes pretendem reduzir a "expressão residual" o direito às compensações dos trabalhadores despedidos - IEFP envia carta aos trabalhadores a corrigir data de despedimento

No fim do ano passado o IEFP despediu cerca de 1.000 trabalhadores, mais de 200 trabalhadores com contratos a termo incerto, e cerca de 800 trabalhadores precários a falsos recibos verdes. Para uns e outros a decisão do governo foi a de ultrapassar a lei, tentando não pagar as indemnizações devidas às mais de 200 pessoas com contrato, e mais naturalmente, não reconhecer sequer a situação ilegal dos trabalhadores precários a falsos recibos verdes, formadores, cujos direitos têm sido mais facilmente atropelados. Agora, o Provedor de Justiça dá razão aos trabalhadores contratados e quase simultaneamente, continuando a embrulhada legal, o IEFP assume que realizou um despedimento ilegal e pretende "corrigir" a data de despedimento.

Após as movimentações dos trabalhadores, dos movimentos de trabalhadores precários e dos sindicatos, e realizadas queixas ao Provedor de Justiça, eis que este dá razão aos trabalhadores despedidos e confirma, por outras palavras, a embrulhada legal em que a tutela, através do Secretário de Estado do Emprego - Pedro Martins - e os responsáveis do IEFP, pretendem envolver os trabalhadores para que estes não recebam cerca de 3.000 euros (segundo números do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores (STFPSA)) de compensação devida legalmente, e justa, pela cessação do seu contrato de trabalho.

O Provedor constrói uma resposta que do nosso ponto de vista é fortíssima (citamos):

"Deste modo, a argumentação subscrita pelo SEE (Secretário de Estado do Emprego) não só reduz a uma expressão residual o direito à compensação legalmente consagrado, como isenta o empregador público do seu pagamento, justamente nas situações em que prolonga até ao limite legalmente permitido uma relação laborai cuja existência o legislador quis, claramente, que fosse excecional; e assim, o SEE faz uma interpretação do n° 3 do artigo 252° do RCTFP que, conduzindo a uma total desproteção do trabalhador, ignora o fim subjacente à consagração daquela norma e subverte a intenção do legislador ao deixar sem tutela situações que este quis acautelar."

Quase simultaneamente, o IEFP enviou uma carta aos trabalhadores assumindo um suposto erro na data do despedimento, o que tornaria o despedimento realizado ilegal. Em todo o caso, este é apenas mais um dado que pretende lançar a confusão sobre os trabalhadores, tentando fazer avançar o tempo e aumentar as dificuldades de centenas de pessoas que pretendem receber as compensações justas e devidas por lei.

Consideramos que este governo, o seu Secretário de Estado do Emprego e os responsáveis do IEFP, agem de má fé, e são os primeiros a procurar agir fora-da-lei. Consideramos também que a argumentação do Provedor de Justiça confirma legalmente e juridicamente essa interpretação e por isso temos todos os motivos e razão para avançar de todas as formas com vista a obter o reconhecimento dos direitos destes trabalhadores.

Precários Inflexíveis 
FERVE

FESTA MAYDAY::20 ABRIL::LISBOA

A festa de todos/as os/as precários/as, pessoas desempregadas e mal empregadas!

Dia 20 de Abril, o MayDay Lisboa 2012 organiza uma festa na Galeria Zé dos Bois (Bairro Alto, Rua da Barroca, nº 59) a partir das 21h30.

Nesta festa queremos juntar amigos e amigas, comprometidos/as com a mudança, para juntos/as descobrirmos e celebrarmos a força que nos querem tirar.

Teremos performances, concertos, dj's, cultura, filmes, jogos, bancas de associações e movimentos sociais, muito convívio, boa disposição e muita garra. Como podes ver, a noite de 20 de Abril vai ser em grande. A entrada na festa terá o valor de 2€ com direito a um pin.

Programa

21.30h - abertura de porta e espectáculo de fogo no Lg. Camões

22h - Hip hop de batom

23h - Vijazz

23.30h - Leitura de textos e cantorias - Inês Nogueira

24h - Understood Project


O MayDay é a resposta das/os precárias/os no dia 1 de Maio.

Esta iniciativa nasceu em Milão em 2001, espalhando-se depois por várias cidades da Europa e do Mundo. Em 2007, fizemos pela primeira vez o MayDay em Lisboa, com uma manifestação que juntou um grito de revolta contra a precariedade aos protestos do Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras. Desde aí, não parámos: a luta contra a precariedade é mais urgente do que nunca, precisamos de cada vez mais força para combater o infernal ciclo desemprego-trabalho precário.

Até ao 1º de Maio procuraremos abalar consciências, denunciar múltiplas situações de precariedade, propôr alternativas, despertar a nossa criatividade e juntar forças. No Dia 1 de Maio, faremos uma parada mobilizadora contra a precariedade, onde as sinergias criadas e a imaginação transformam a rua num espaço em que se afirma a alegria da recusa de uma vida aos bocados.

MayDay!! MayDay!!
 
Evento no Facebook (aqui)

INDEMNIZAÇÃO POR DESPEDIMENTO BAIXA PARA 6 A 10 DIAS

A partir de Novembro, as indemnizações pagas aos trabalhadores em caso de despedimento deverão baixar para metade ou para menos de um terço. Um estudo do Ministério da Economia conclui que o valor médio das compensações na União Europeia é de 6 a 10 dias por cada ano de antiguidade, enquanto em Portugal oscila entre os 20, para os trabalhadores admitidos após 1 de Novembro de 2011, e os 30 dias, para os trabalhadores que já estavam no mercado de trabalho antes dessa data.

Esta era a peça que faltava para o Governo finalizar a reforma da legislação laboral que está em discussão na Assembleia da República e deverá afectar sobretudo os trabalhadores que entraram no mercado de trabalho mais recentemente, dado que as pessoas com mais anos de casa têm os seus direitos adquiridos salvaguardados.

A proposta em cima da mesa prevê que quem estava no mercado de trabalho antes de Novembro de 2011 mantém 30 dias de indemnização por cada ano na empresa e, caso ultrapasse os limites máximos, o valor fica congelado e não acumula mais direitos. Quem ficar abaixo dos tectos verá a compensação pelo trabalho prestado de Novembro de 2011 a 30 de Outubro de 2012 calculado com base nos 20 dias e, daí em diante, com base nos novos valores (6 ou 10 dias consoante a decisão do Governo).
Notícia e foto no Público

16 abril 2012

III ASSEMBLEIA MAYDAY PORTO

O MayDay é uma parada que congrega trabalhadores/as precários/as, percorrendo um percurso autónomo após o qual integra a marcha do 1º de Maio da CGTP. Em Portugal, o MayDay realizou-se pela primeira vez, em 2007, em Lisboa. No Porto, iniciámos a parada MayDay em 2009.

Em 2012, vamos novamente sair à rua porque acreditamos num futuro digno para todas/os e não aceitamos que nos condenem à precariedade, ao desemprego e à emigração forçada!

Hoje, 16 de abril, às 21h30, realiza-se a terceira assembleia preparatória do MayDay, às 21h30, no Café Aviz (Rua de Aviz, Porto).


VEM E TRAZ UM/A AMIGO/A TAMBÉM!



14 abril 2012

PARADA MAYDAY::1º DE MAIO::13h00:: PORTO - PRAÇA DOS POVEIROS



Contra a "cowboyada" das empresas de trabalho temporário que nos ficam com metade do salário, sairemos à rua no próximo 1º de Maio para dizer bem alto que já basta de precariedade nesta vida

PRAÇA DOS POVEIROS::13H

SESSÃO PÚBLICA: OBSERVATÓRIO SOBRE CRISES E ALTERNATIVAS


Enquadramento
O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Laboratório Associado, em colaboração com o Instituto para os Estudos Laborais da Organização Internacional do Trabalho, apresenta o Observatório sobre Crises e Alternativas, criado para acompanhar o desenvolvimento da(s) crise(s) nas suas várias dimensões e manifestações em Portugal.
Este Observatório trabalhará em torno de três eixos temáticos principais: a governação e a democracia; o estudo das dinâmicas no mundo do trabalho; as relações entre finança e economia e o modo como afetam a vida das famílias, a atividade das empresas e a evolução da economia portuguesa.
O Observatório irá promover a realização regular de seminários, conferências e ações de formação, a edição de estudos temáticos, em resultado da investigação desenvolvida, e a produção de um relatório anual sobre a situação em Portugal.

Oradores 
Boaventura Sousa Santos, Diretor do Centro de Estudos Sociais
Raymond Torres, Diretor do Instituto para os Estudos Laborais da Organização Internacional do Trabalho
Manuel Carvalho da Silva, Coordenador do Observatório sobre Crises e Alternativas

Moderação: Mafalda Troncho, Diretora da OIT-Lisboa