02 abril 2012

II ASSEMBLEIA MAYDAY PORTO

O MayDay é uma parada que congrega trabalhadores/as precários/as, percorrendo um percurso autónomo após o qual integra a marcha do 1º de Maio da CGTP. Em Portugal, o MayDay realizou-se pela primeira vez, em 2007, em Lisboa. No Porto, iniciámos a parada MayDay em 2009.

Em 2012, vamos novamente sair à rua porque acreditamos num futuro digno para todas/os e não aceitamos que nos condenem à precariedade, ao desemprego e à emigração forçada!


Hoje, 2 de abril, às 21h30, realiza-se a segunda assembleia preparatória do MayDay, às 21h30, no Café Aviz (Rua de Aviz, Porto).


VEM E TRAZ UM/A AMIGO/A TAMBÉM!




01 abril 2012

TESTEMUNHO: 3 dias na PATAMAR

O FERVE recebeu este testemunho de uma trabalhadora que realizou 3 dias de formação na empresa PATAMAR. Um exemplo da exploração e abuso que grassa em muitas empresas do país. O FERVE fará chegar uma denúncia à Autoridade para as Condições do Trabalho.


No dia 5 de março respondi a uma oferta de emprego para um call-centre na empresa PATAMAR. Seria a part-time, com um ordenado-base de 300 euros, remuneração até atraente para o que se tem encontrado.

Dia 6 de março, pelas 10h da manhã, estava já a ter uma formação de três dias, não remunerada, para ver se me adaptava àquele posto de trabalho.  Segundo a pessoa que me entrevistou, Raquel Pimenta (que depois me apercebi ser mais do que a menina dos recursos humanos), aquele trabalho era exigente, mas bem pago – tinha como ordenado-base 300euros, e depois ganhava consoante o número de marcações que fizesse, podendo chegar aos 800 euros.

Eram 11h da manhã quando me chamaram, a mim e mais três pessoas para descer ao piso -1 para experimentar, então, trabalhar na empresa. Levaram-nos até uma sala de 5x7m, com duas pequenas janelas fechadas, duas secretárias com vários telefones, folhas e canetas no topo e, ao fundo, um rádio que gritava alguma música comercial energizante. As pessoas que compunham o cenário eram dez trabalhadoras agarradas àqueles telefones, a algumas canetas e às folhas arrancadas das Páginas Amarelas, pousadas sobre as mesas. Por cima do barulho da rádio, e com um falso sorriso nos lábios, gritavam frases repetidas de memória, envoltas de simpatia forçada. Para além disto, duas raparigas estavam de pé, uma em cada ponta, andando enervadamente de um lado para o outro da sala, rente às secretárias e a quem lá se sentava, berrando, por cima das restantes vozes e por cima do barulho da rádio quase em volume máximo, frases que misturavam a psicologia barata, a autoridade praxista, e a total ausência de respeito pelas pessoas que ali levantavam o telefone a cada 30 segundos.

Na tarde anterior tinha visto quatro daquelas dez pessoas sentadas numa mesa de corredor, junto à casa de banho a que me dirigi e não usei, por não ter nem condições nem papel higiénico. Percebi, logo naquele primeiro dia, que tinham ficado na tarde anterior a trabalhar até às 17h porque não tinham conseguido os objectivos mínimos do dia no seu horário (10h às 14h). Aquelas horas, perguntei no meu 2º dia de formação (porque se repetira o prolongamento até às 17h no dia seguinte), seriam pagas como extra? Não, nem pensar, porque o erro tinha sido delas: elas [as trabalhadoras] é que não tinham conseguido fazer marcações, pelo que, por solidariedade com as chefes (a tal Raquel Pimenta e sua copincha, Catarina Fernandes) que lhes berram durante toda a manhã, ficaram por livre vontade. Hmmm, livre vontade?

A todo este cenário, acrescia uma outra figura, a do chefe-more, Leandro, que se passeava, a si e ao seu fato e cabelo loiro penteado, entre as secretárias, as trabalhadoras e as chefes que lhes berravam. De vez em quando, também ele grunhia algo para alguma das trabalhadoras por esta estar parada, falar com o colega, ou telefonar sem o tal sorriso nos lábios.

Durante esse tempo consegui perceber que aquele espaço não era só um espaço de opressão laboral (pressão constante, autoridade ilegítima, coação, retórica de submissão e de fragilização dos trabalhadores, falta de condições de higiene – ao pedir papel higiénico, o chefe responde-me “pede um lenço a alguém, nós não colocamos porque eles comem muito”, desrespeito pelo horário de trabalho, entre outras), mas era também um espaço que se baseava em ações fraudulentas para sobreviver e conseguir vender os seus produtos.

Este era o local de trabalho da 1970 Viagens, uma das secções da empresa Patamar. Tem parceiros tão conhecidos quanto a Optimus, o Não + Pelo, o Jardim Zoológico, entre outros.

O seu modo de agir é, basicamente, percorrer as listas telefónicas dos distritos de Aveiro e Porto (dizem que vão agora difundir-se pelos distritos de Guimarães, Oliveira de Azeméis, entre outros), e fazer as pessoas acreditar que, incrivelmente, foram seleccionadas para um fim-de-semana gratuito numa das 600 casas rurais que a empresa tem à disposição. As pessoas têm apenas de se dirigir à sede da empresa (Aveiro ou Porto) para levantar o voucher de oferta, que se assemelha aos pacotes “Vida é Bela”. Acontece que o voucher não é oferta, mas há que pagar por ele 30 euros. Há que também assinar com eles um pré-contrato de adesão como cliente à empresa. Mas isto só se perceberá o cliente quando vier levantar a “oferta”. Após percorrerem, muitas vezes, dezenas de quilómetros, para o levantar, e se demorarem ali, não 5 minutos como é entusiasticamente anunciado, mas mais de 1hora, entre filmes e argumentação abusiva, tresandando, claro, a simpatia e honestidade falsas.

Três dias depois, recebi uma mensagem, por telemóvel, que dizia: “tivemos a fazer a selecção das pessoas que tiveram de formação, e tu não foste seleccionada. Obrigada até uma próxima."

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "JOVENS EM TRANSIÇÕES PRECÁRIAS"

No próximo dia 4 será apresentado o livro “Jovens em Transições Precárias” da autoria de um grupo de sociólogos investigadores do ISCTE-IUL, CIES-IUL: Nuno de Almeida Alves, Frederico Cantante, Inês Baptista e Renato Miguel do Carmo.

A apresentação, às 18:00 na Fnac de Stª Catarina, no Porto, contará também com a presença e comentários de Nuno de Almeida Alves (ICS-UL), João Teixeira Lopes (professor FLUP) e Adriano Campos (Ativista do FERVE). 




Este livro procura entender como da precariedade laboral se pode passar à precariedade enquanto como modo de vida, focando-se na situação dos jovens inseridos em postos de trabalho pouco qualificados e de baixa remuneração. Procura perceber as condições que levam à precariedade laboral, nomeadamente, o percurso escolar, a entrada no mercado de trabalho, os tipos de contrato e salários. O livro tem por base um estudo qualitativo baseado em 80 entrevistas a jovens trabalhadores com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos. Esta análise permite perceber como a precariedade extravasa a condição laboral e contamina os restantes aspectos da vida pessoal, encobrindo as perspectivas de um futuro melhor.

Este é um grande contributo para o estudo da precariedade em Portugal e para as consequências que este problema tem na vida das pessoas que vivem diariamente a instabilidade contratual e o desemprego, que depois se reflecte numa sensação de estado de limite permanente e que dificulta a autonomização pessoal destes trabalhadores. 

29 março 2012

LIVRO ¡OCUPEMOS EL MUNDO!

Este livro, que conta com a participação de activistas dos movimentos de precários FERVE e Precários Inflexíveis, foi publicado no Estado Espanhol e trata das mobilizações globais a que assistimos e participamos no último ano. De Barcelona ao Cairo, de Lisboa a Oakland, do movimento Occupy à praça Sintagma, do 12 de Março ao 15 de Outubro, milhões de pessoas juntaram-se contra a precariedade, o ataque austeritário e a ditadura dos mercados. Que dinâmicas foram estas? O que ficou desse processo de mobilização? que alianças podem tecer estes movimentos? Que teoria temos para enfrentar esta nova fase? São estas e outras questões de que se ocupa este livro. 



En 2011, se ha dado una exten­sión imparable de las luchas populares que han alumbrado un nuevo “ciclo rebelde global”, en el que hemos sido, de algún modo, un huelguista por­turario de Oakland, una estudiante griega okupando su facultad, un islandés cacerola en mano frente a un banco, una activista egipcia enfrentando a Mubarak y a la Junta Militar, un precario portugués organizándose contra el miedo y la inseguridad. 

La “dictadura de los mercados” ha sido ese elemento necesario para re­co­nocernos en el “otro”. Somos la misma cosa: el mismo objeto de explotación. Pero también somos el mismo sujeto, el mismo cuerpo capaz de negar lo existente como inevitable: Es por eso que hemos apren­dido juntos y juntas a vencer el miedo individual para encontrar la fuerza en lo colectivo y ocupar el espacio público. Cada práctica de resistencia está siendo un estímulo. Se difunden y se readaptan a contextos apa­ren­temente desconectados y lo ha­cen para trasladar, casi cada día, el cen­tro del movimiento de un escenario a otro: hoy Egipto, mañana alguna ciudad de EEUU, pasado Atenas o Moscú. El mes siguiente un nuevo país. Este libro recoge y analiza este crisol de experiencias con escritos de autores de todo el mundo.


Barcelona, Madrid, Atenas, Túnez, El Cairo, Lisboa, Islandia, Oakland, Wall Street, Londres, Moscú, Tel Aviv...
Esto solo ha sido el principio, no hay vuelta de hoja.

"Se nos dice que [...] la única manera de salvarnos en estos tiempos difíciles es empobrecer más a los pobres y enriquecer más a los ricos. ¿Qué deberían hacer los pobres? ¿Qué pueden hacer?" Slavoj Žižek

Autores:
Joseba Fernández, Carlos Sevilla, Miguel Urbán, Eric Toussaint, Sandra Ezquerra, Andrés Antebi, Jose Sánchez, Colectivo Madrilonia, Guillermo Zapata, Josep Maria Antentas, Esther Vivas, Cinzia Arruzza, Víctor Sampedro, Santiago Alba Rico, Panagiotis Sotiris, Diego Crenzel, Sergio Yahni, Adriano Campos, Marco Marques, Daniel Alcalde y Slavoj Žižek.




Editora Icaria.



26 março 2012

I ASSEMBLEIA MAYDAY PORTO


O MayDay é uma parada que congrega trabalhadores/as precários/as, percorrendo um percurso autónomo após o qual integra a marcha do 1º de Maio da CGTP. Em Portugal, o MayDay realizou-se pela primeira vez, em 2007, em Lisboa. No Porto, iniciámos a parada MayDay em 2009.

No dia 26 de Março, às 21h30, realiza-se a primeira assembleia preparatória do MayDay, às 21h30, no Café Aviz (Rua de Aviz, Porto)




VEM E TRAZ UM/A AMIGO/A TAMBÉM!

Em 2012, vamos novamente sair à rua porque acreditamos num futuro digno para todas/os e não aceitamos que nos condenem à precariedade, ao desemprego e à emigração forçada!

25 março 2012

UM SNS PRECÁRIO?


As arremetidas contra o SNS movidas pelos sucessivos governos, por via do aumento das taxas moderadoras e da entrega a uma gestão privada de tal modo incompetente que, há não muito tempo, certo hospital quase teve de deixar de fazer cirurgias por falta de compressas, são complementadas com a precarização dos profissionais de saúde, designadamente dos médicos.

Um médico de clínica geral foi, em Maio de 2011, contratado para o Centro de Saúde de Fernão Magalhães - Extensão Adémia, em Coimbra. Diga-se de passagem que esse Centro de Saúde, que serve uma população de quase três mil pessoas, estava, até então, inteiramente desprovido de clínicos gerais. O suprir desta necessidade, flagrantemente ignorada, veio a ser feito de um modo duplamente errado:

- em primeiro lugar, ao referido médico foram confiados todos os 2800 doentes que acorrem ao centro de saúde supracitado, no que constitui a imposição de quase 200% do número máximo de pacientes que um médico de clínica geral e familiar pode ter a seu cargo, de acordo com a regulamentação legal do exercício da actividade médica no serviço público;
- em segundo lugar, neste lugar para o qual é manifesta a necessidade a título permanente de um profissional, e que, portanto, demanda por definição a produção de um contrato de trabalho, o médico foi, todavia, colocado com o estatuto de avençado, até 31 de Dezembro de 2011.

Com o ano novo, por algum motivo se inferiu na Administração Regional de Saúde (ARS) que a sanidade física ia ser coisa inexpugnável entre a população servida por esse Centro de Saúde.

Lastimavelmente, tal informação há-de ter sido deficientemente transmitida às populações, que se sentiram temerosas pela sua saúde e foram ao ponto de exigir a reintegração do referido médico!

Porque a luta é o caminho e só dela resultam as vitórias, a população utente do Centro de Saúde de Fernão Magalhães - Extensão Adémia insurgiu-se contra a demissão do seu médico, vergando a ARS e impondo-lhe a sua readmissão. Contudo, foi essa uma vitória incompleta: é que o regime contratual obtido em Fevereiro do ano corrente foi, novamente, a avença, e uma vez mais com término estabelecido para 31 de Dezembro de 2012.

A ARS brinca com a saúde de quase três mil pessoas!
O médico aufere 1190 euros de salário líquido mensal. A tabela salarial dos médicos de clínica geral demonstra que mesmo no escalão mais baixo o rendimento líquido não pode ser ser inferior a 1390,47 euros/mês. Não tem direito a férias e, porque nenhum dos contratos foi por período de tempo igual ou superior a um ano, tampouco tem direito a subsídio de desemprego.
Como escreve, acertadamente, a Ordem dos Médicos: «o Ministério da Saúde está a discriminar negativamente os jovens Médicos portugueses e a empurrá-los consciente e determinadamente para a emigração».

A precariedade espalha-se invadindo todos os domínios profissionais, impondo-se mesmo à saúde pública, mesmo aos direitos mais fundamentais e imprescritíveis.
A luta contra a precariedade no SNS não é apenas a já de si justíssima e vital acção popular em nome do trabalho condigno, do trabalho com direitos, do trabalho sem opressão.
É a luta sobretudo pela dignificação de uma estrutura de protecção social sem a qual a própria vida dos cidadãos está em cheque. Um SNS precário nos contratos que celebra é um SNS precário no serviço que fornece. E essa é uma situação inadmissível.

24 março 2012

AÇÃO DO MAYDAY LISBOA



O MayDay Lisboa saiu hoje à rua, dinamizando uma ação sobre o convite do governo à emigraçao.

1 de Maio, saímos à rua, pelo nosso futuro e pelo direito a vivermos a nossa vida com dignidade onde quisermos. Não aceitamos a chantagem da emigração. Este país é de todas/os que cá queiram estar!

15 março 2012

FERVE E PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS COMENTAM LEI HOJE PUBLICADA


Os movimentos contra os falsos recibos verdes, FERVE e Precários Inflexíveis, consideram que a legislação publicada, esta quinta-feira, sobre os subsídios de desemprego para os trabalhadores independentes é "um insulto" e pedem mais fiscalização.

"É um verdadeiro insulto. É gozar com as pessoas, dizer-lhes que têm que viver com a precariedade e ainda têm que aceitar que se façam leis a fingir que as vão abranger, quando nós sabemos que com as regras como elas estão previstas muito poucas pessoas terão acesso a estes subsídios", disse à Lusa Tiago Gillot, dos Precários Inflexíveis. Para o membro do movimento, ainda que algum destes trabalhadores independentes tenha acesso às prestações, "será com valores muito baixos".

Segundo Tiago Gillot, este documento "desmente ainda muitos meses de propaganda" e adia uma vez mais a resolução de uma "fraude social" de grande dimensão que é o facto de termos milhares de trabalhadores sem direito ao mais básico que é o ter um contrato social.

Também Adriano Campos, do movimento FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes, considera que o diploma é uma "desilusão para muitos milhares trabalhadores que estão à porta do despedimento".

"O Governo optou por juntar no mesmo modelo verdadeiros trabalhadores independentes, que não terão acesso ao subsídio de desemprego porque fazem o seu serviço a diversas entidades e os falsos recibos verdes, que no fundo são aqueles que vão receber porque são aqueles que efetuam descontos a 80 por cento ou mais para a mesma entidade", refere.

Notícia na íntegra no JN

09 março 2012

DENÚNCIA - CALL CENTRE OPERADO PELA REDWARE

Venho desta forma denunciar o que se está a passar no call center de Évora da Fidelidade Mundial e Império Bonança.

O que se passa é o seguinte, existe uma empresa de recursos humanos chamada Rh mais que geria o call center e que de todas as que por lá passaram o seu trabalho era positivo. Entretanto o contrato deles com o grupo caixa seguros chegou ao fim e houve um concurso onde uma empresa do grupo Reditus chamada Redware veio a ganhar e todos passamos a trabalhar para essa mesma empresa.

As alterações fizeram-se sentir muito rapidamente pois os vencimento e contratos mantiveram-se mas ao nivel dos premios de produçao houve logo alterações, fazendo com que todos começassem a ganhar um pouco menos. Ou seja, foram colocados objectivos para podermos atingir e assim recebermos o respectivo prémio, mas o problema é quem faz as escutas e nos dá a avaliação fazer de tudo para que o menor numero de pessoas consiga atingir esses objectivos e assim não receber o respectivo prémio.

Após a entrada de um novo decreto lei em vigor, onde que fizer menos de 5 horas de trabalho diário não têm direito a receber o subsidio de alimentação, quando até aqui o recebia em proporção pelas horas de trabalho que efectuava. O que aconteceu após a entrada em vigor deste decreto lei, foi ver a redware a contratar novos assistentes e a fazer-lhe um destes novos contratos "fantásticos" onde o funcionarios vão levar para casa cerca de 200 € por mês.... E neste caso grande parte de alguns funcionários viram e ainda irão ver a sua carga horária reduzida, pois muitos passam de 6 horas para 4 horas, ora se as pessoas fazem 6 horas ou 8 horas é porque necessitam desse vencimento no final do mês!

No passado dia 24.02.2012 um grupo de funcionários é chamado a uma sala onde lhes é informado que irão ser despedidos, sendo o motivo a necessidade de reduzir pessoal. A grande maioria destas pessoas encontravam-se a trabalhar naquele call center desde a sua abertura há mais de 5 anos e a grande maioria tem mais de 35 anos o que nos dias de hoje é um dos grandes problemas para arranjar novo emprego.

Como é obvio estes despedimentos só fazem sentido na brilhante cabeça dos mentecaptos que se encontram a dirigir o call center, pois entraram novos funcionarios recentemente para várias equipas, portanto foram contratadas pessoas mas é necessário reduzir pessoal!!!!! Em que é que ficamos???

O objectivo é apenas um, ou seja despedir as pessoas que têm contratos antigos e contratar novos funcionários a ganhar 200 € por mês onde nem sequer lhe é dada a oportunidade de uma aumento de caga horária onde lhes seja permitido receber um vencimento maior, pois assim a Redware é vista como uma empresa que dá emprego a muita gente, mas em condições miseraveis...

E neste caso a Fidelidade Mundial e o grupo caixa seguros também têm culpa desta situação pois quanto menos os funcionários receberem mais lucro o grupo têm. Chega a ser vergonhoso, pois esta companhia é a maior do pais mas a que têm os seguros mais caros, e a que mais mal trabalha, pois os processos de sinistro arrastam-se demasiado tempo porque existe muita gente espalha por gabinetes, agências, etc.. e que nada fazem, o que faz com que as reclamações da parte dos clientes sejam cada vez mais.

E ainda há a parte da pressão a que estamos submetidos, e sempre que tentamos dizer algo que não está correcto e que não concordamos, é nos dita a celebre frase, " se não estás satisfeito podes ir-te embora" mas ao que parece estes Srs. estão a antecipar esta situação....


O que as empresas Reditus e Redware estão a fazer é horrível....

08 março 2012

REUNIÃO ABERTA DO FERVE :: 11 de Março

21:30, sede do SOS Racismo Porto - Rua do Almada n.º254 - (Toca à campainha)

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Nem Bollywood resiste a esta convocatória!

04 março 2012

Empresa chantageia trabalhadores a assinar recibos do subsídio de natal sem os pagar.



Segundo uma denúncia recebida pelo FERVE já encaminhada para a Autoridade das Condições do Trabalho, a empresa J Moreira da Silva e Filhos (grupo JSM), localizada no Distrito do Porto, chantageou todos seus trabalhadores no último mês de Dezembro a assinar os recibos de subsídio de natal sob pena de serem despedidos se o recusassem. Nenhum desses trabalhadores viu até hoje um cêntimo desses subsídios. O corte nos subsídios levado a cabo pelo Governo abre as portas ao abuso dos patrões e representa um ataque directo aos salários e aos direitos dos trabalhadores.

01 março 2012

AS FALSAS AJUDAS À IMIGRAÇÃO


Com o Governo a convidar os jovens a sair do país não admira que surja quem queira “ajudar”. O FERVE recebeu uma denúncia sobre esta agência de colocação de trabalhadores portugueses em Londres. A promessa de um salário mínimo e de apoio na burocracia correspondem ao adiantamento, por parte dos trabalhadores, de 575€, isso sem que a agência divulgue a informação quanto ao emprego e função desempenhada. A este valor os candidatos devem ainda acrescer 20 € pelas aulas de inglês e 835 € pelo alojamento de 2 semanas. 

28 fevereiro 2012

TESTEMUNHO - Empresas estão a pressionar falsos recibos verdes

Escrevo para vos dar conhecimento da nova moda: as empresas estão a pedir previamente aos trabalhadores independentes uma declaração em como até à data o que irão receber pelo trabalho não corresponde a 80% do seu vencimento como independente.

Como podem imaginar, à data, o primeiro trabalho do ano corresponde sempre a 100% do vencimento de um independente.

Já existem colegas a deixar de ter trabalho, em que as empresas preferem dar o trabalho a um profissional com quem não tenham ainda trabalhado, para se esquivarem aos 5% da segurança social.

27 fevereiro 2012

TESTEMUNHO: FORMADORA A RECIBOS VERDES

Sou formadora no Centro de Novas Oportunidades - RVCC do IEFP, há já 3 anos, através de recibos verdes. Ficarei desempregada no final deste mês, sem direito a subsídio de desemprego.

Apesar daquilo que é veiculado pela comunicação social, tanto eu como outros colegas, nas mesmas circunstâncias, espalhados por todo o país, continuamos na incerteza e sem respostas para a nossa situação futura de desemprego.

É importante salientar que, apesar dos aumentos drásticos da Segurança Social, os ditos «falsos recibos verdes» continuam sem qualquer direito ao fundo de desemprego.

24 fevereiro 2012

OPINIÃO: A minha profissão: de “Aspas” em “aspas” até às “aspas” finais




Na minha profissão não há “trabalhadores”, chamamo-nos uns aos outros “colaboradores”. (assim ao jeito de “colaboracionistas”).

Na minha profissão também não há “patrões”, todos somos “colegas” e inscritos numa mesma instituição com o propósito de defender (os nossos) interesses.

Na minha profissão, o “patrão” é, quando muito, apenas um “coordenador”.

Na minha profissão a instituição que tem o propósito de defender (os nossos) interesses, defende antes os seus (deles) interesses, dos tais que, sendo nossos “colegas” e “coordenadores” do nosso trabalho, não se chamam afinal a si mesmos de “patrões”. Nem nós a eles chamamos. Na minha profissão, ninguém “se chama”.

Assim, na minha profissão também não há “sindicato”, apenas uma “ordem”, em que os “colaboradores” são quem menos ordena. Todos seremos iguais, mas há sempre alguém mais igual que tu.

Na minha profissão, a “ordem” cobra aos associados para trabalharem. Apesar de os respectivos cursos estarem reconhecidos, em qualquer situação só se “podem exercer os actos próprios da profissão” com as quotas em dia…Ou seja, pagando obrigatoriamente para se poder trabalhar. Esse pagamento é feito a quem “seria suposto” defender-nos…

Na minha profissão…

Na minha profissão ninguém é “empregado”, as pessoas “têm trabalho” ou “não têm trabalho”.
Na minha profissão também ninguém tem “contratos de trabalho”. A vida é um imenso livrinho de recibos verdes que se vão passando de mão em mão.

Na minha profissão também ninguém é ” despedido” afinal. Só se é ”despedido” no caso raro de algum dia se ter sido “admitido”. O adeus não é chorado nem indemnizado, apenas um simpático “não tenho mais trabalho para ti” ou um singelo “ como sabes, isto está mal, a crise e tudo isso…”

Na minha profissão…

Na minha profissão é tolerado ( e protegido ) o trabalho gratuito através da “figura” ( triste) que se chama estágio não - pago. Os estágios são uma “ espécie protegida ”, são considerados uma primeira oportunidade para quem sai das Universidades após cerca de 6 anos de estudo.

Na minha profissão, a “instituição para a qual pagamos para poder trabalhar”, anuncia no seu site de “emprego”, múltiplos anúncios quer de trabalho em geral “ a recibo”, quer de estágio. Empresas e gabinetes cada vez anunciam mais requererem estágios em que apenas pagam metade, já que o restante é pago pelo estado através do IEFP.  Diriam sempre que “não têm trabalho” se fosse para “trabalhar a sério” ou “empregar-se”, mas para um estagiário mal pago ou não pago de todo, há “sempre lugar para mais um”…que afinal não era nada, que” há muito que fazer” se forem essas as condições…

Na minha profissão ninguém é afinal “explorado”, estamos em crise, “ e mais vale assim do que não se trabalhar” (…e porquê?)

…Porque, na minha profissão, como ninguém é “empregado”, ninguém é também “desempregado” e portanto, na minha profissão ( em geral ) também  ninguém tem direito a “subsídio de desemprego”…porque na minha profissão não temos “contratos”, apenas “passamos recibos …(“..acho que já tinha dito esta”)…

E portanto ( continuando), ninguém se revolta ou contesta, com receio de poder ser ainda pior…e o pior é que é mesmo (pior)…E isso todos já percebemos esse “pior do pior”.

Na minha profissão ninguém se revolta, as pessoas emigram.

Peço desculpa. (É mentira!) …Na minha profissão ninguém “emigra”. Emigrar é coisa de pobres. Na minha profissão, as pessoas “estão a trabalhar lá fora”, ou a “ empreender novas experiências noutros países”.

Na minha profissão…

Na minha profissão quem faz o grosso do trabalho, ganha sempre menos. (“ mas não é assim em todas as profissões? “De que se queixam, piegas? )

Na minha profissão, quem faz a menor parte do trabalho, assina em geral o Projecto de Arquitectura como “autor”. (“ mas não é assim em todas as profissões? “De que se queixam, piegas? )

A minha profissão tem coisas fantásticas:  Glamour, muita criatividade, vários prémios Pritzker entregues aos melhores profissionais.

A minha profissão, dizem…”está em crise”.“Com a crise”, quem antes  “apenas” explorava a tempo inteiro os seus  colaboradores através do recibo verde,  explora agora apenas de vez em quando… os mesmos ex-colaboradores ( entretanto despedidos por causa da crise…)…porque
 ( e ainda bem ) que apesar da enorme baixa de encomendas ( infelizmente real ) ainda há uns trabalhitos para acabar lá pelo gabinete…

Assim, a crise não é ainda ou sequer o triste fim da exploração, mas ainda mais exploração sobre exploração… só que agora os ex-colaboradores despedidos ( quase)  têm pena do “Arquitecto – coitado – que agora – com – a – crise – isto – está - mau – e – já – nem – ele – tem - trabalho – sequer – para – ele - apenas – sobras”…

Vou – lhe chamar agora “profissão” entre aspas.

Com tantos edifícios para reabilitar em Portugal, há ainda e cada vez mais Arquitectos convencidos “que a nossa única possibilidade é a emigração”, porque cá “não há trabalho”… Falta de cultura nossa, cívica e política, é o que é…

São milhares de edifícios para serem reabilitados em Projectos de arquitectura e Engenharia em potência, um imenso “mercado” a criar, dando trabalho a Engenheiros, Arquitectos, Operários da construção Civil…
E a vida será um amanhã que canta, “e o sol brilhará pra todos nós”! Na minha profissão…

Pedro Figueiredo - Arquitecto. 

23 fevereiro 2012

LEI CONTRA A PRECARIEDADE - MOVIMENTOS REUNIRAM COM PSD

Os movimentos que organizam a Iniciativa Legislativa de Cidadãos por uma Lei Contra a Precariedade estiveram ontem no parlamento, onde reuniram com o grupo parlamentar do Partido Social Democrata. Este encontro aconteceu na sequência dos pedidos de audiência dirigidos a todos os grupos parlamentares logo após a entrega, no passado dia 12 de Janeiro, das mais de 35 mil assinaturas que subscreveram a proposta de Lei Contra a Precariedade.

Na reunião, o grupo parlamentar do PSD, representado pelo deputado João Figueiredo e pelas deputadas Clara Marques Guedes e Joana Barata Lopes, reconheceu a importância da iniciativa e da mobilização popular que a concretizou. Foi-nos transmitida a identificação, por parte daquele grupo parlamentar, da necessidade de encontrar mecanismos que previnam e actuem sobre o incumprimento da legislação. No entanto, reconhecendo que a Iniciativa Legislativa de Cidadãos propõe soluções concretas nesse sentido, o grupo parlamentar do PSD não decidiu ainda como se posicionará na votação da Lei Contra a Precariedade que terá lugar no parlamento.

Nesta audiência, reafirmámos a enorme responsabilidade do parlamento perante esta proposta. Depois de décadas de convivência com a generalização da precariedade na sociedade portuguesa, os cidadãos e as cidadãs que levaram a Lei Contra a Precariedade até ao parlamento, os precários e o conjunto dos trabalhadores, não aceitarão que se continue a adiar nem tolerarão mais cumplidades com aquele que é um dos principais problemas sociais do país: a precariedade não é inevitável, esta iniciativa e a grande mobilização que representa comprovam que é possível encontrar e implementar soluções que enfrentam a precariedade.

Todos os grupos parlamentares serão chamados a posicionar-se sobre esta proposta cidadã que avança com uma solução concreta que combate a precariedade nas suas três dimensões mais frequentes: os falsos recibos verdes, a contratação a prazo para funções permanentes e o recurso abusivo ao trabalho temporário.

Recordamos que tinham ocorrido audiências com os grupos parlamentares do Partido Comunista Português, do Bloco de Esquerda, do Partido Ecologista Os Verdes e do CDS/Partido Popular, que foram unânimes no reconhecimento da importância da iniciativa e na necessidade de encontrar soluções que combatam a precariedade; o PCP, o BE e Os Verdes compremeteram-se já com o voto favorável aquando da apreciação da Lei Contra a Precariedade no plenário da Assembleia da República. Aguardamos ainda disponibilidade para audiência por parte do Partido Socialista, que esperamos que possa ocorrer em breve.

Manteremos, como até aqui, a nossa determinação. Dentro e fora do parlamento, continuaremos a promover a discussão desta proposta na sociedade e lutaremos até ao fim pela sua aprovação.

A força dos cidadãos pode ser lei.

Os movimentos que organizam a Lei Contra a Precariedade


Euro M - Empresa contrata ilegalmente a falsos recibos verdes


Esta empresa de Markting e Comunicação, que presta serviços inclusive a empresas do Estado, está a  recrutar trabalhadores de forma ilegal. A oferta para operadores de call-center (que irão cumprir um horário de trabalho e obedecer a uma hierarquia) é paga a recibos verdes. Uma ilegalidade que será denunciada a Autoridade para as Condições do Trabalho.




......
Anúncio:
Descrição da Função:
- Atendimento Telefónico na Linha de Inbound;
- Prestar informações a clientes e esclarecimento de dúvidas;

Local: 
Lisboa (Centro – Sete Rios, ao pé do metro e comboio)

Requisitos:

- Escolaridade mínima obrigatória - 12º ano;
- Assiduidade e Pontualidade;
- Experiência em atendimento telefónico (factor preferencial);
- Disponibilidade total, imediata e para trabalhar dias úteis.
- Gosto pelo contacto com o cliente;
- Facilidade de comunicação;
- Idade compreendida entre os 18 e os 45 anos;
recibos verdes;

Oferece-se:
Formação específica remunerada (teórica e prática);
- Horários em Full-Time: 9h/18h e 10h30/20h

Formação Teórica no horário: 10h/19h

Só serão aceites as candidaturas registadas no site 
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21 fevereiro 2012

Lei Contra a Precarieda​de: audiência hoje com o PSD

Os movimentos que organizam a Iniciativa Legislativa de Cidadãos por uma Lei Contra a Precariedade reúnem hoje com o Partido Social Democrata, às 18h30 na Assembleia da República. O encontro foi agendado na sequência dos pedidos de audiência a todos os grupos parlamentares logo após a entrega, no passado dia 12 de Janeiro, das mais de 35 mil assinaturas que subscreveram a proposta de Lei Contra a Precariedade, que em breve será discutida e votada no parlamento.


Recordamos que foram já realizadas audiências com os grupos parlamentares do Partido Comunista Português, do Bloco de Esquerda, do Partido Ecologista Os Verdes e do CDS/Partido Popular. Aguardamos ainda disponibilidade para agendamento de reuinão por parte do Partido Socialista, que esperamos que possa ocorrer em breve.


Os movimentos que organizam a Lei Contra a Precariedade
 
Precários Inflexíveis
Plataforma dos Intermitentes do Espetáculo e do Audiovisual
FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes
M12M




16 fevereiro 2012

Concentração em Solidariedade com o povo grego


20 de Fevereiro 18horas 
Largo de S.Domingos - Lisboa
Praça da Batalha - Porto

ADERE E DIVULGA AQUI

No dia 12 de Fevereiro o presidente Loukas Papademous, lacaio do Deutsche Bank, e a maioria governamental aprovaram o segundo memorando que institucionaliza o resgate dos bancos, dos homens de negócios e do euro e, por outro lado, sacrifica o povo aos deuses da especulação.
Este pacote de austeridade pretende impor medidas que nenhum povo pode aceitar. Os “parceiros” da União Europeia exigem ao povo grego um corte de 32% no salário mínimo daqueles que têm menos de 25 anos, e de 22% aos que têm mais de 25 anos. Os contratos colectivos de trabalho são eliminados para conseguir o despedimento de 15 mil trabalhadores no sector público, e vão ser destruídos 150 mil empregos através da não renovação de contratos.

Este novo pacote de austeridade exige também cortes nas pensões e nos salários dos serviços públicos, a privatização de bens do Estado e cortes nos serviços públicos, incluindo saúde, assistência social e educação. Na verdade, estamos a falar da morte da sociedade. Neste momento a Grécia é governada por um governo que não foi eleito. Um governo no qual a extrema-direita faz parte. Um governo que impõe políticas que acabam com direitos humanos e direitos laborais, obriga escolas e hospitais a encerrarem, condena mais de 20% da população à pobreza extrema e ao desemprego, ignora a vontade do povo demonstrada em várias manifestações em que centenas de milhares de pessoas participaram, vende todo o tipo de propriedade pública, tolera e encoraja a violência policial. A resposta à crise estrutural do capitalismo por parte do capital, da banca e do estado burguês, é a completa demolição de qualquer direito laboral e social de forma a salvar os seus lucros e o sistema em si mesmo.

O povo grego, com coragem, revolta-se contra esta política de intimidação social. Apesar do total silêncio dos media e de toda a repressão violenta, as manifestações e greves gerais multiplicam-se. No último domingo, juntaram-se na Praça Sintagma, mais de meio milhão de pessoas para mostrar a sua oposição e hostilidade contra as novas medidas de austeridade. A manifestação foi cruelmente reprimida, com gás lacrimogéneo e violência policial, o que levou 20 pessoas a serem assistidas no hospital. Tentam aterrorizar todos os lutadores sociais, a fim destes obedecerem. Apesar desta extrema violência repressiva, o povo grego continua a manifestar-se mostrando que não tem medo! Não há nenhuma outra solução que não a luta social, numa sociedade onde não se vislumbra futuro para os trabalhadores e a juventude.

Confrontando-nos com uma crise que se expande na União Europeia, mais vai para além desta, a solidariedade entre os povos é uma arma nas nossas mãos. A Grécia e Portugal estão na mesma situação económica e partilham um futuro comum – nós somos a primeira cobaia de um novo modelo cruel de gestão do capitalismo. É necessário que o povo português se levante e manifeste a sua solidariedade para com o povo grego e para com todas as lutas sociais na Europa. É tempo de coordenar as nossas lutas, de nos revoltarmos! É tempo de dizer bem alto que não vamos fazer mais sacrifícios em nome dos patrões, dos bancos. Do euro! É tempo de dizer bem alto que não pagamos um dívida que não é nossa