Recordamos que o FERVE denunciou, em Setembro de 2008 a falcatrua que estava a ser preparada para os CENSOS 2011, sendo que divulgámos esta situação a todos os partidos com assento parlamentar, à comunicação social e apelámos aos nossos contactos que enviassem uma mensagem de correio electrónico para o CENSOS.
FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes. Este é o blogue de um grupo de trabalho que pretende atuar em duas vertentes: 1) denunciar a utilização dos falsos recibos verdes; 2) promover um espaço de debate que promova a mudança
22 março 2011
Reportagem RTP sobre CENSOS 2011
Recordamos que o FERVE denunciou, em Setembro de 2008 a falcatrua que estava a ser preparada para os CENSOS 2011, sendo que divulgámos esta situação a todos os partidos com assento parlamentar, à comunicação social e apelámos aos nossos contactos que enviassem uma mensagem de correio electrónico para o CENSOS.
18 março 2011
Amas da Segurança Social começaram a ser penhoradas
Várias Amas da Segurança Social do distrito de Braga viram desde esta quarta-feira as suas contas serem penhoradas pela própria Segurança Social. Muitas delas apenas tomaram conhecimento da penhora quando, tentando aceder às suas poupanças, verificaram que nada já restava e que o Estado lhes havia roubado o pouco dinheiro que tinham para alimentar as suas famílias 19 de Março::Grande Manifestação Nacional

15 março 2011
VODAFONE contrata através da REDWARE com proposta perversa

Assim, os trabalhadores precários foram contactados recentemente pela Redware – Centros de Serviço S.A. com uma proposta altamente perversa:
a) Estão a obrigar os trabalhadores a abdicar de todos os direitos que deveriam ter tido em todos os anos em que prestaram serviços através de falsos recibos verdes;
b) Apesar de estarem há anos a trabalhar na VODAFONE através da Redware, o novo contrato é a termo incerto e ao abrigo do artigo 139, como se tratasse de trabalho temporário;
c) A proposta reduz ainda o salário em 200, 300 e 400 euros conforme as situações; pois é proposto que passem a ganhar apenas 475 euros por mês.
d) Não assinar significa despedimento.
14 março 2011
12 de Março::O país exige respostas!

Mais de 300 mil pessoas encheram as ruas deste país,
Mais de 300 mil pessoas fizeram com que a sua voz se ouvisse,
Mais de 300 mil pessoas exigiram trabalho digno e decente,
Mais de 300 mil pessoas não aceitam mais esta precariedade que nos tem sido imposta,
Mais de 300 mil pessoas exigem trabalho com estabilidade e direitos.
E mais de 300 mil pessoas não podem ficar sem resposta.
O país tem que dar resposta a esta voz de insatisfação.
No que aos falsos recibos verdes diz respeito, a resposta passa por converter a ilegalidade em legalidade.
No que aos falsos recibos verdes diz respeito, a resposta passa pelo cumprimento da lei, no sector público e no sector privado.
No que aos falsos recibos verdes diz respeito, a resposta passa por restituir direitos, legalidade, estabilidade, solidariedade.
No que aos falsos recibos verdes diz respeito, a resposta passa solidarizar as contribuições para a Segurança Social
No que aos falsos recibos verdes diz respeito, a resposta passa pela afirmação do Estado de Direito.
12 de Março tornou-se um dia histórico.
O país tem de ser ouvido.
A precariedade tem de ser combatida.
Mais de 300 mil pessoas exigem-no.
Acção de denúncia do MUDE na Moda Lisboa :: A Precariedade está fora de moda
Sendo o MUDE - Museu do Design e da Moda um centro de mobilização cultural suportado por uma entidade pública, a Câmara Municipal de Lisboa, com vista à reanimação da Baixa Lisboeta e um vértice de divulgação da cultura portuguesa, julgamos fundamental dignificar este projecto.
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, mantém actualmente cerca de 70 trabalhadores a prestar serviço no MUDE em regime de falsos recibos verdes, "contratados" pela Aumento D’Ideias para esconder esta ilegalidade.
- Desde a abertura do Museu, em Maio de 2009, os pagamentos são feitos de forma intermitente, com intervalos entre os 3 e os 5 meses em que os assistentes não recebem pelo seu trabalho diário. Apesar das irregularidades, novos assistentes continuam a ser "contratados".
- São usuais os despedimentos sem justa causa facilitados pelo vínculo laboral de falso recibo verde, a partir do momento em que os trabalhadores tentam exigir os seus direitos.
Os objectivos desta intervenção foram:
- Sensibilizar e acelerar processos de resolução definitivos, permitindo a justa e correcta valorização do trabalho dos assistentes e a reposição dos seus direitos segundo a lei do trabalho.
- Exigir a realização de contratos de trabalho e reposição da carreira contributiva na Segurança Social aos trabalhadores.
- Garantir que os meses de salário devidos são pagos imediatamente.
- Dignificar o projecto e contribuir para o prestígio da instituição, sem intenção de difamar ou impor uma imagem pejorativa da instituição;
- Impedir que situações semelhantes sejam passíveis de ser instituídas e toleradas com prejuízos graves para a vida dos trabalhadores, neste caso, precários.
Depois de dia 12 de Março a luta contra a precariedade e por empregos com direito não irá parar!
Via Precários Inflexíveis
08 março 2011
CONTAMOS CONTIGO! Protesto da 'Geração à Rasca'
O FERVE está solidário com o protesto 'Geração à Rasca' que no dia 12 de Março, às 15h00, sairá à rua em Lisboa (Avenida da Liberdade - em frente ao cinema S. Jorge) e no Porto (Praça da Batalha). Mais pontos de encontro podem ser conhecidos na página oficial (aqui) e o evento oficial pode ser consultado no Facebook (procurar Protesto da Geração à Rasca).
SAI DE CASA E VEM PARA A RUA!
E TRAZ UM/A AMIGO/A TAMBÉM!
Movimentos de precários apelam à manifestação da Geração à Rasca
Lê a notícia no sapo.pt
06 março 2011
CENSOS: Em 2008, denunciámos a falcatrua que estava a ser preparada

Divulgámos esta situação a todos os partidos com assento parlamentar e também à comunicação social, tendo também apelado aos nossos contactos que enviassem uma mensagem de correio electrónico para o CENSOS.
Publicamos de seguida a denúncia então efectuada, que pode ser lida aqui.
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O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes apresenta a sua total discordância relativamente ao facto de o manual para a elaboração do Censos 2011 prever que:
"Os indivíduos que recebam através dos chamados "recibos verdes" serão classificados na modalidade "Trabalhador por conta de outrem" desde que se verifiquem as seguintes condições: local de trabalho fixo dentro de uma organização, subordinação hierárquica efectiva e horário de trabalho definido. Caso estas condições não se verifiquem serão incluídos na modalidade "Trabalhador por conta própria." (página 110 do manual).
Tendo em conta que, em Portugal, existem cerca de um milhão de trabalhadores/as a recibos verdes, a esmagadora maioria dos quais sendo 'falsos' trabalhadores independentes, o FERVE considera que a designação proposta pelo INE irá mascarar os números e claramente ludibriar a realidade.
Para protestar, podem enviar uma mensagem de correio electrónico para o seguinte endereço: censos2011teste@ine.pt
05 março 2011
FERVE, Precários Inflexíveis e Intermitentes respondem à cobrança das dívidas

Esta petição, que recolheu mais de 12 mil assinaturas, solicitava que fossem verificadas as condições em que foram contraídas as dívidas à Segurança Social, antes de executar essa dívida. Tratando-se de um/a trabalhador/a a falsos recibo verde, a entidade que ilegalmente contratou esse/a trabalhador/a deverá ser chamada a pagar a sua parte da dívida.
Recentemente, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social decidiu iniciar um processo de cobrança coerciva de dívidas, junto de 20 mil trabalhadores/as, que têm dívidas superiores a 4 mil euros. No entanto, optou por ignorar as condições em que essa dívida foi contraída, não chamado à responsabilidade as entidades contratantes.
Hoje, em Setúbal, o FERVE, os Precários Inflexíveis e os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual promoveram um debate para discussão do Código Contributivo e da Segurança Social e apresentaram também uma resposta conjunta a esta cobrança cega de dívidas, que passará pela denúncia e recurso aos tribunais para resolução desta situações, com a ajuda destes movimentos, como refere Kátia Castro, do FERVE, em declarações à LUSA, citadas pelo Expresso: "o nosso objectivo é fazê-los perceber que o que têm é uma relação de trabalho, que têm de reivindicar direitos e partir para acções em tribunal com a colaboração desta plataforma".
Quando opta por ignorar esta evidência, fazendo incidir unicamente sobre os/as trabalhadores/as a responsabilidade da dívida, o Governo opta por branquear a ilegalidade contratual praticada por quem contratou e também por descapitalizar a Segurança Social. De facto, os/as trabalhadores/as não deveriam pagar 29,6% dos valores recebidos, mas "apenas 11%, enquanto que os empregadores deveriam ter de pagar 23,75%", como acontece com os trabalhadores por conta de outrem, tal como referiu Marco Marques, dos Precários Inflexíveis, também à LUSA.
Perante esta afronta, a resposta dos movimentos passará por criar uma plataforma de apoio e esclarecimento aos/às trabalhadores/as precários/as que pretendam denunciar a sua situação injusta quando estes decidam contestar a cobrança cega da dívida.
Assim, apelamos a todas as pessoas que tenham sido notificadas pela Segurança Social para pagamento de dívidas que nos façam chegar a seguinte informação para o mail direitosecontribuicoes@gmail.
- entidade para a qual trabalharam;
- horário e local de trabalho;
- digitalização da carta recebida pela Segurança Social;
Como sempre, garantimos anonimato e só divulgaremos as informações com o consentimento de quem nos contactar. Só a visibilidade desta injustiça e a mobilização podem travar esta pretensão de responsabilizar cegamente quem já sofreu com os falsos recibos verdes e perdoar a ilegalidade das entidades empregadoras.
04 março 2011
DEBATE: Setúbal::5 Março::16h00

Vamos apresentar uma resposta à cobrança cega da dívida pela Segurança Social a mais de 20.000 pessoas, nos casos em que o valor em dívida é superior a 4.000€.
A cobrança não tem em conta as condições em que a dívida foi contraída e é ignorada a realidade de que a maioria dos supostos trabalhadores independentes são de facto trabalhadores a falsos recibos verdes.
DENÚNCIA: Falsos recibos verdes no WellDomus e outros ginásios no Porto

Após as mudanças no Código Contributivo, o WellDomus Fitness & Spa passou a emitir uma declaração/recibo de pagamento em nome do professor e não do estabelecimento, a todos os clientes que utilizam o serviço de personal trainer. No entanto, não abrem mão de receber o dinheiro do cliente e subtrair a quantia destinada ao repasse do professor para a empresa.
Mas os falsos recibos verdes não estão só no WellDomus; esta prática é feita em todos os ginásio do Porto, inclusive no Solinca, Holmes Place e Premier...
CENSOS tratam falsos recibos verdes como trabalhadores/as por conta de outrem

«É esconder completamente e impedir que se saiba a realidade dos falsos recibos verdes. Quando saírem os resultados dos censos é que existem x trabalhadores por conta de outrem quando o que sabemos à partida é que neste miolo estarão milhares de falsos recibos verdes identificados como trabalhadores por conta de outrem», disse, citada pela Lusa, a deputada comunista Rita Rato.
No dia em que foram discutidos em plenário um projecto de lei do BE, que foi chumbado, e de dois projectos do PCP, com, chumbo anunciado após estar 30 dias em discussão pública, Rita Rato recebeu um exemplar dos questionários a serem efectuados no âmbito dos censos.
Reportagem e vídeo TVI aqui.
O FERVE recorda que já havíamos denunciado esta situação, em Setembro de 2008, como aqui se pode constatar.
02 março 2011
DENÚNCIA: MUDE-Museu do Design e da Moda

Estes/as trabalhadores são 'contratados' por uma empresa sem fins lucrativos que é contratada pela Câmara Municipal de Lisboa. Trabalham a falsos recibos verdes, recebendo 4,5 euros à hora. Neste momento, estão com os honorários em atraso. A situação já foi denunciada à ACT. (Mais informações aqui).
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O seguinte texto apresenta-se como um depoimento que pretende expor publicamente a situação que ocorre com a equipa de assistentes de exposição do MUDE - Museu do Design e da Moda, Lisboa.
Contexto Geral
À data de abertura, em Maio de 2009, o MUDE inicia a sua actividade contando com uma equipa de assistentes composta por cerca de 30 jovens, tendo este número actualmente evoluído para cerca de 70. Este corpo de assistentes de exposição é composto por estudantes do ensino superior, nas áreas das artes (Design, Artes Plásticas, História de Arte, Conservação e Restauro, Teatro, etc.) e licenciados nas mesmas. A estratégia da direcção do museu requer funcionários com qualificação a nível superior, sobre o acordo de receber 4,5€ por hora, num regime de disponibilidade para preenchimento de turnos.
A equipa é encarregue do funcionamento do museu -- recepção, serviço de bengaleiro, vigilância das exposições, receptividade ao diálogo com os visitantes. Diariamente, esta dedica-se ao projecto no sentido de assegurar, acima de tudo, um serviço de qualidade.
Os assistentes prestam serviços através de recibos verdes, sendo actualmente contratados por uma associação sem fins lucrativos denominada Associação de Dinamização Cultural Aumento d'Ideias.
Esta é, por sua vez, contratada pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) com o fim de coordenar os assistentes bem como o serviço educativo do MUDE.
Objectivo da denúncia
Dado o contexto de atrasos nos pagamentos que se tem verificado em praticamente toda a história de funcionamento do MUDE, e sem perspectivas de melhoramento, o objectivo é dar exposição ao caso no sentido de acelerar as regularizações em falta.
Pretende-se expor, não a situação de trabalho em regime de Recibos Verdes (o qual sempre foi aceite por todos os prestadores de serviço), mas sim as falhas relativas aos intervalos de tempo excessivos de pagamento que os assistentes têm sofrido. Para este efeito, o presente texto pretende contextualizar o historial dos acontecimentos que culminam na situação actual.
Sem intenção de difamar a instituição ou impor uma imagem pejorativa, revela-se unicamente o modo como foram conduzidos os acontecimentos, as decisões tomadas e as respectivas consequências. O objectivo é, como já foi referido, obrigar à justa e correcta valorização do trabalho do corpo de assistentes, e, desta forma, contribuir para o prestígio da instituição.
Atrasos nos pagamentos
MAIO a AGOSTO de 2009
Desde a inauguração do MUDE, em Maio de 2009, até Agosto de 2009, a forma de pagamento esteve por definir. Ainda que, fosse do conhecimento geral que seria a C. M. L. a disponibilizar a verba para os pagamentos da equipa de assistentes, durante esta época, nunca existiu modo de canalizar essas verbas.
AGOSTO a DEZEMBRO de 2009
Em Agosto de 2009, a C.M.L. faz uma parceria com a empresa de serviços de segurança, Growth, Lda., criando assim a ponte para a equipa de assistentes. Neste momento, os assistentes são conduzidos a assinar um contrato, que para fins burocráticos declara que passariam a ser funcionários desta empresa. Apenas quem assinasse o contrato poderia continuar a trabalhar no museu.
O primeiro ordenado surge então em Setembro.
Devido à não resolução do atraso dos pagamentos, pela dinâmica de trabalho da empresa de segurança, esta termina este contrato em Dezembro de 2009.
JANEIRO a JUNHO de 2010
Entre Janeiro e Junho de 2010, o corpo de assistentes assegura a abertura e o funcionamento do Museu, apesar da sua situação relativamente aos pagamentos não se encontrar regularizada. Por conseguinte, durante estes seis meses os assistentes prestam serviço sem serem remunerados.
JUNHO até 14 de SETEMBRO de 2010
Em Junho de 2010 é celebrado um contrato com a Associação de Dinamização Cultural Aumento D’ideias, que fica responsável pela remuneração e coordenação da equipa.
Até 14 de Setembro de 2010, pela primeira vez os pagamentos são feitos dentro da normalidade.
15 SETEMBRO de 2010 até FEVEREIRO de 2011
Neste período de tempo, os pagamentos aparecem mais uma vez de modo fragmentado. Em Novembro é efectuado o pagamento de 15 de Setembro até 14 de Outubro, e em Fevereiro o pagamento referente ao último trimestre de 2010.
SITUAÇÃO ACTUAL
Parecem ter sido tentadas por parte da entidade coordenadora novas medidas para regularizar os pagamentos do mês de Janeiro.
Continuamos até à presente data sem notícia clara de quando, em que condições, e com que regularidade, serão efectuados os próximos pagamentos.
Uma vez mais, os assistentes estão a trabalhar sem receber.
Aspectos do estatuto dos assistentes
O estatuto do assistente não está oficialmente definido para além das tarefas estipuladas no início da colaboração. Como tal, o assistente acaba por se desdobrar noutras funções: assistente de produção e montagem, registo fotográfico ou videográfico de eventos, etc. Sendo grande parte destas tarefas, distribuídas pelos assistentes que se encontram a fazer turno
sem aviso prévio.
Os assistentes estão a trabalhar actualmente sem contrato (o qual terminou em Setembro de 2010). Sem serem remunerados no devido tempo e sem receber qualquer tipo de juros de mora pelos atrasos.
Como trabalhadores independentes, os assistentes são obrigados a pagar um seguro de acidentes de trabalho, sem que a situação dos pagamentos tenha sido resolvida.
É ainda estabelecido como requisito do trabalho a presença “obrigatória” nas formações e reuniões de coordenação (não remuneradas).
Diálogos
Seguidamente passamos a expor a conduta que tem vindo a ser levada a cabo pelas entidades coordenadora e directora.
A resposta a quaisquer tentativas de negociação é: "estas são as condições, se não quiserem trabalhar nestas condições são livres de terminar o vínculo".
Face à passividade por parte das entidades coordenadora e directora, geraram-se ondas de descontentamento ao longo do tempo.
A entidade coordenadora, face a esta insatisfação propõe a realização de um inquérito, o qual é realizado próprios assistentes, enviado posteriormente a quem o requereu. Este não chega a circular por aparente falta interesse da coordenação.
Entretanto, é sugerida uma movimentação formal no seio do corpo de assistentes e comunicada à entidade coordenadora. Esta consistiria em não dar disponibilidade nos dias 11, 12 e 13 de Março de 2011, fim-de-semana correspondente à Moda Lisboa (com eventos a ter lugar no museu) e à Marcha da Precariedade. O objectivo da mesma seria forçar esclarecimentos e acelerar o processo de regularização de forma permanente e decisiva.
Esta tentativa de movimentação teve com consequências ultimatos de término da prestação de serviços com os elementos que manifestassem abertamente vontade em participar. O que acabou por ser posto em prática.
A Associação Aumento d’Ideias dispensou vários assistentes, alegando incompatibilidades com tais "posturas públicas".
Já foram também dirigidas queixas à Autoridade para as Condições de Trabalho, cuja resposta obtida foi apenas que, não haveria qualquer possibilidade de resolver a questão dos atrasos de pagamento sem dar início a um processo judicial.
Conclusão
A direcção do MUDE - Museu do Design e da Moda, optou por constituir uma equipa de assistentes que valorizasse o projecto e prestasse um serviço proactivo de qualidade; mas nunca considerou as questões relativas ao seu pagamento. A direcção insiste em manter esta equipa sem assegurar as devidas e justas condições para o desempenho do seu trabalho.
Ao longo do período de funcionamento do museu, a situação foi passível de ser mantida na irregularidade devido à conformação por parte dos jovens. Durante todos os períodos em falta, a equipa de assistentes continuou a desempenhar as funções regulares, bem como em eventos especiais (visita das Primeiras Damas no âmbito da Cimeira da Nato, do estilista Tommy Hilfiger, entregas de prémios, etc.).
Mesmo sem uma solução à vista, a entidade coordenadora continua a empregar mais jovens.
Pretende-se, portanto, segundo um princípio de responsabilidade cívica que se acredita obrigatória, denunciar publicamente a conduta lamentável das entidades directora e coordenadora, cujos métodos são baseados em princípios de exploração e abusos morais, procurando-se uma sensibilização geral face a esta situação, e, promover uma acção que vise
contemplar soluções correctas, justas e legais.
Sendo o MUDE um centro de mobilização cultural, de reanimação da Baixa Lisboeta e um vértice de divulgação da cultura portuguesa, assim como, recepção de inúmeros acontecimentos de relevante importância nacional e internacional (galardoado recentemente com prémio de Inovação e Criatividade da APOM - Associação Portuguesa de Museus), é,
sem dúvida, fundamental dignificar este projecto.
Lisboa, 2 de Março de 2011
Grupo para a Defesa dos Direitos dos Assistentes do MUDE
26 fevereiro 2011
BRITISH HOSPITAL OBRIGADO A INTEGRAR FALSOS RECIBOS VERDES

Após esta denúncia, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português endereçaram perguntas ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
Esta semana, o Bloco de Esquerda fez-nos chegar a resposta obtida a esta pergunta. A ACT investigou o British Hospital e intimou esta unidade hospitalar a proceder "à regularização da situação laboral dos trabalhadores identificados no serviço de imagiologia por se tratar de trabalhadores por conta de outrém(...)."
Além desta ilegalidade, o British Hospital está também a pressionar 200 trabalhadores/as a aceitarem fazer mais horas de trabalho semanal, sem remuneração extra nem pagamento de trabalho suplementar, tal como denunciámos no início deste mês.
DENÚNCIA: SOGRAPE

As condições propostas eram as seguintes:
- Prestação de serviço: recibos verdes.
- 5 € /hora na semana, 6€ /hora ao fim-de-semana.
- Almoços (1 hora) no refeitório da empresa, à semana…. (fim-de-semana?).
- Horário: 10.00 às 18.00 horas.
- Trabalho aos fins-de-semana, descanso semanal (2 dias) efectuado durante a semana.
- Em caso de marcação de visitas, o descanso poderá ser reduzido para 1 dia e renegociado posteriormente.
Eis a proposta de contratação da Sogrape, para efectuar um trabalho a termo certo, de Março a Outubro, como “guia para caves de vinho do Porto”.
Ora, segundo vem noticiado no Diário Económico do dia 24/11/2010, “a Sogrape a maior empresa vitivinícola portuguesa revê em alta as suas previsões de crescimento (…)". Em 2009, a Sogrape facturou 186 milhões de euros, um aumento de 2% face a 2008. Caso as previsões se concretizem, o grupo irá facturar 195 milhões de euros.
Relembro que a Sogrape representa marcas tais como Mateus, Gazela, Grão Vasco, Sandeman, Ferreira, Offley, Callibriga (http://www.sograpevinhos.eu).
A Sogrape não é uma “empresa de vão de escada” nem parece passar por dificuldades económicas ligadas à crise!
Pensei para os meus botões: "Ficaram muito mal na fotografia!"
O ABUSO dos recibos verdes é tal, que a entrevistadora referiu a isenção no pagamento de contribuições para segurança social no primeiro ano de actividade. É fácil perceber o esquema! Todos conhecem. Todos ! Não são mais parvos nenhuns…. Mas caiu-me mal.
Por mim, a escolha esta feita: os vinhos deste grupo empresarial ficam na prateleira. Os recibos verdes não significam independência mas recusa de um contrato de trabalho. E não são solução para empresas públicas ou privadas!
25 fevereiro 2011
Segurança Social ameaça mais de 20 mil trabalhadores a recibos verdes

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social anunciou que a Segurança Social vai notificar, até ao final do mês, mais de 20 mil trabalhadores a recibos verdes para cobrança de dívida. O Governo avisa que esta é uma primeira etapa de um conjunto de acções que vão incidir ao longo de todo o ano sobre os segmentos mais frágeis dos trabalhadores. Ao ignorar a verdadeira situação destes milhares de pessoas, a Segurança Social está a transformar-se em mais um elemento de chantagem contra aqueles que devia proteger.
Os movimentos de trabalhadores precários, como sempre, defendem a Segurança Social e o cumprimento das obrigações que devem a todos - trabalhadores e entidades empregadoras. É por isso que não aceitamos que se esmaguem direitos em nome da hipocrisia. Com esta acção massiva de cobrança de dívidas aos trabalhadores a recibos verdes, o Governo sustenta deliberadamente a maior fraude social do país: os falsos recibos verdes. Ao recusar uma solução que inclua a verificação das condições em que estas dívidas foram contraídas, o Governo apoia quem não respeita direitos e está a destruir o financiamento da Segurança Social.
Quantas destas pessoas que serão notificadas deveriam ter um contrato de trabalho? Esta é uma pergunta que, sem resposta, retira toda a legitimidade à operação de cobrança. Sobretudo quando sabemos que a esmagadora maioria dos trabalhadores considerados independentes deveriam ter acesso a um contrato de trabalho. Além de injusta, esta operação vai penalizar quem já foi prejudicado pela total impunidade com que as entidades empregadoras incumpridoras escapam às suas obrigações perante a Segurança Social e ao respeito pelos direitos laborais elementares.
Faltam factos e convicção ao Governo: segundo os seus próprios números, esta operação de cobrança, divulgada para convencer toda a gente que os precários é que são os malandros, corresponde a uma recuperação de 168 milhões de euros; no entanto, o montante total em dívida à Segurança Social é hoje mais de 40 vezes superior, ou seja, 6,6 mil milhões de euros. E este verdadeiro roubo ao país e aos trabalhadores não foi certamente feito pelos trabalhadores precários.
Os movimentos de trabalhadores precários mantêm intacta a exigência que mobilizou milhares de pessoas na petição "Antes da Dívida Temos Direitos!": as dívidas devem ser cobradas e todas as situações regularizadas; no caso dos trabalhadores independentes, a cobrança deve ser precedida de um procedimento obrigatório e independente da vontade das partes envolvidas, para apuramento do verdadeiro vínculo entre trabalhador e entidade empregadora. Quem verdadeiramente deve contribuições à Segurança Social - ou seja, a todos nós - deve pagar. No caso dos trabalhadores a recibos verdes, há muitos anos que sabemos que, na maioria dos casos, é o país que tem uma enorme dívida para com centenas de milhar de pessoas.
21 fevereiro 2011
DENÚNCIA: PRODUTORA DE AUDIOVISUAIS
Tenho uma licenciatura e um curso técnico (3 + 1 anos). Já realizei um estágio de 4 meses na minha área, no ano passado. Conhecedores das minhas habilitações, eis a oferta que me propõe:
- Estágio de 4 meses.
- Horários "flexíveis" das 07h às 17h ou das 17h às 03h.
- 7 dias por semana.
- Pagamento a recibos verdes (não me permitem fazer um acto isolado, como no outro estágio que fiz). Ou seja, obrigam-me a abrir actividade.
- Remuneração de 350€.
Parece um sonho, não é? Abro actividade, fico sem vida e recebo como um milionário. E fizeram questão de dizer que "é um estágio mas é para trabalhar!"
Tudo isto leva-me a pensar que ninguém devia aceitar propostas indecentes como esta, que só ajudam a habituá-los mal. No outro estágio que fiz trabalhei a doer durante 4 meses (quase sempre mais de 8 horas diárias), não fui recompensado e mandaram-me embora. E aqui é o mesmo que vai acontecer a quem aceitar a proposta. E mesmo que não seja, mesmo que após os 4 meses insiram a pessoa na empresa, não há forma de adivinhar isso. Pelo contrário, só dá para adivinhar 4 meses de exploração.
19 fevereiro 2011
COIMBRA: terceiro debate sobre Código Contributivo e Segurança Social
Debateu-se a importância da Segurança Social e a justiça nas suas contribuições assim como as características do Código Contributivo actualmente em vigor, que perpetua uma forma de contribuição desvinculada dos rendimentos reais dos/as trabalhadores/as a recibos verdes. Afirmou-se ainda a necessidade de um combate urgente em defesa de uma Segurança Social que responda às necessidades concretas de todos os trabalhadores.
Esta campanha continuará a percorrer o país em defesa da Segurança Social e a afirmar a existência de alternativas à austeridade e ao ataque aos mais fracos.
Via Conversas sobre Segurança Social: direitos e contribuições.
18 fevereiro 2011
COMO É TRABALHAR NUM CALL-CENTRE?
FALSOS RECIBOS VERDES NA FARMACÊUTICA 'Grupo AZEVEDOS'

Os Delegados de Informação Médica estão divididos por duas divisões, que internamente têm as seguintes designações:
- “Divisão Farma Marcas”, em que todos os colaboradores são quadros da empresa e promovem medicamentos com nome comercial. Tem 27 Delegados e todos eles têm as mesmas condições salariais, contratuais, regalias e benefícios
- “Divisão Farmácia”, em que os colaboradores uns são quadros da empresa e outros são FALSOS RECIBOS VERDES, e promovem medicamentos Genéricos e OTC'S. Tem 18 colaboradores dos quais 7 são quadros da companhia com condições salariais, contratuais, regalias e benefícios e os restantes 11 são FALSOS RECIBOS VERDES sem qualquer regalia ou benefício nem contrato de trabalho
Na “Divisão Farmácia” a discriminação laboral é de tal forma gritante que, dentro da mesma divisão, existem trabalhadores desempenhando exactamente as mesmas funções, mas uns têm contrato e outros são FALSOS RECIBOS VERDES. Vejamos:
• Salário fixo X 14 meses (variável entre os €1.200,00 e €1.500,00 mês)
• Fundo de maneio para despesas
• 25 Dias de férias anuais (mês de Agosto)
• Prémios de produtividade e de cumprimento de objectivos
• Ajudas de custo diárias
• Despesas de deslocação (alojamento/alimentação) pagas pela companhia
• Despesas de representação pagas pela companhia (portagens, estacionamento, lavagem viatura)
• Viatura a diesel de gama média/alta (propriedade da empresa)
• Cartão de combustível sem plafond (propriedade da empresa)
• Telemóvel (propriedade da empresa)
• Computador portátil (propriedade da empresa)
• Placa de rede (propriedade da empresa)
• Seguro de saúde tendo o funcionário como beneficiário
CONDIÇÕES DOS TRABALHADORES (Delegados de Informação Médica e Delegados Comercias) A FALSOS RECIBOS VERDES
• Sem salário, verba fixa de €600,00 + comissões (dependente das vendas de terceiros), que geralmente nunca são pagas porque os pressupostos são constantemente alterados.
• Sem fundo de maneio para despesas
• No mês de Agosto não é paga qualquer verba, uma vez que a empresa está encerrada para férias.
• Sem prémios de produtividade e de cumprimento de objectivos
• Sem ajudas de custo diárias (despesas a cargo do colaborador)
• Sem despesas de deslocação (despesas a cargo do colaborador)
• Sem despesas de representação (despesas a cargo do colaborador)
• Viatura a gasolina de gama baixa (viatura alugada e paga pela empresa)
• Cartão de combustível com plafond limitado (propriedade da empresa)
• Telemóvel (propriedade da empresa)
• Computador portátil (propriedade da empresa)
• Placa de rede (propriedade da empresa)
• Sem seguro de saúde
Todos os trabalhadores, quer sejam do quadro ou a FALSOS RECIBOS VERDES:
- reportam directamente a um Chefe Nacional/Regional de Vendas, Direcção de Unidade, Product Manager, Direcção Geral ou à Administração da Companhia,
- têm horário de trabalho para cumprir,
- têm local marcado para trabalhar,
- todos os médicos e farmácias a visitar são designados pela companhia,
- todas as ferramentas e materiais para o desempenho da actividade são propriedade da companhia,
- têm que estar presentes quando convocados quer em reuniões quer em acções de formação,
- diariamente, têm que reportar a sua actividade através do computador,
- têm média de visita diária de médicos e de farmácias,
- têm a mesma formação técnico-científica,
- têm de demonstrar elevado grau de conhecimentos técnico-científicos,
- trabalham em full-time e em exclusivo para a companhia,
- sofrem penalizações por não cumprimento das regras instituídas na companhia (nomeadamente no que diz respeito à média diária de visita a médicos e farmácias e ao não reportar da sua actividade diária),
- a sua actividade profissional é regulada e regulamentada pelo INFARMED (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento) onde os mesmos se encontram inscritos,.
Neste momento há colaboradores a FALSOS RECIBOS VERDES que estão a ser pressionados a constituir sociedades unipessoais, mantendo as mesmas condições, trocando apenas a passagem de RECIBO VERDE por factura de prestação de serviços em nome de uma sociedade unipessoal.
17 fevereiro 2011
DEBATE EM COIMBRA::19 FEVEREIRO::15H00

Estas sessões são organizadas pelo FERVE, pelos Precários Inflexíveis e pela Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual. Estes são também os movimentos que promoveram a petição "Antes da dívida temos direitos!", subscrita por mais de 12.000 pessoas, petição essa que visava defender a segurança social pública, solicitando que fosse criado um mecanismo de verificação das condições em que foram contraídas as dívidas à Segurança Social.
Após esta petição, solicitámos audiências com todos os grupos parlamentares, sendo que todos nos receberam, à excepção do PSD. Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português apresentaram propostas que iam ao encontro das nossas pretensões e que permitiriam que tivéssemos uma Segurança Social mais justa e capitalizada. Na noite anterior à votação dos projectos, o PS apresentou uma proposta, desconhecida de todos os outros partidos e que foi aprovada com os votos do PS e do CDS-PP.
No dia 1 de Janeiro de 2011, entrou em vigor o novo Código Contributivo, injusto, confuso, desajustado da realidade e que em nada promove a estabilidade laboral.
Vamos percorrer o país, debatendo a Segurança Social e este Código Contributivo,
Porque defendemos uma Segurança Social pública, justa e solidária;
Porque lutamos contra a precariedade e os falsos recibos verdes;
Porque não somos parvos e não nos calamos
DESEMPREGO ATINGE OS 11,1
Na prática, 315,4 mil mulheres estavam desempregadas, o que corresponde a mais de metade do total de pessoas sem trabalho.
O INE realça que o desemprego entre os homens também aumentou, mas de forma menos expressiva (5,5 por cento).
Os jovens também estão entre os mais afectados pelo fenómeno em especial os mais qualificados. O desemprego nos indivíduos dos 25 aos 34 anos registou um aumento homólogo de 22,2 por cento, embora os mais velhos não tenham ficado imunes ao problema do desemprego: nas pessoas com 45 ou mais anos registou-se um crescimento homólogo de 13,7 por cento.
O mercado de trabalho continua com dificuldades em manter os postos de trabalho ocupados pelos mais qualificados. Embora os desempregados com ensino superior sejam os que têm menor peso no total da população desempregada, foram estes os principais afectados: o desemprego neste grupo aumentou 37,5 por cento.
Notícias do Público aqui e aqui.
16 fevereiro 2011
IEFP promove precariedade a falsos recibos verdes e redução nos pagamentos
ACTUALIZAÇÃO 1: cerca das 13h00, a ACT respondeu à nossa denúncia dizendo o seguinte:
"De acordo com a lei orgânica desta Autoridade para as Condições do Trabalho, aprovada pelo Dec-Lei n.º 326-B/2007, de 28 de Setembro, no seu art.º 3.º, n.º 1 " A ACT tem por missão a promoção da melhoria das condições do trabalho, através do controlo do cumprimento das normas em matéria laboral, no âmbito das relações laborais privadas..."
Por conseguinte, esclarece-se ser a própria lei a definir os limites de actuação da ACT, que, no caso concreto, relações laborais, se circunscreve às relações laborais privadas."
ACTUALIZAÇÃO 2: o Bloco de Esquerda endereçou uma pergunta ao Ministério do Trabalho, que pode ser lida aqui. Aguardamos reacção dos restantes partidos políticos.
12 Fevereiro::21h00::Café Aviz::Porto
Hoje, 16 de Fevereiro (21h00, Café Aviz) decorre no Porto a primeira reunião para preparação de manifestação da Geração à Rasca, a ter lugar no Porto e em Lisboa, no dia 12 de Março.
13 fevereiro 2011
PORTO e BRAGA: primeiros debates sobre Segurança Social e Codigo Contributivo

Estas sessões são organizadas pelo FERVE, pelos Precários Inflexíveis e pela Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual. Estes são também os movimentos que promoveram a petição "Antes da dívida temos direitos!", subscrita por mais de 12.000 pessoas, petição essa que visava defender a segurança social pública, solicitando que fosse criado um mecanismo de verificação das condições em que foram contraídas as dívidas à Segurança Social.
Após esta petição, solicitámos audiências com todos os grupos parlamentares, sendo que todos nos receberam, à excepção do PSD. Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português apresentaram propostas que iam ao encontro das nossas pretensões e que permitiriam que tivéssemos uma Segurança Social mais justa e capitalizada. Na noite anterior à votação dos projectos, o PS apresentou uma proposta, desconhecida de todos os outros partidos e que foi aprovada com os votos do PS e do CDS-PP.
No dia 1 de Janeiro de 2011, entrou em vigor o novo Código Contributivo, injusto, confuso, desajustado da realidade e que em nada promove a estabilidade laboral.
Porque defendemos uma Segurança Social pública, justa e solidária;
Porque lutamos contra a precariedade e os falsos recibos verdes;
Porque não somos parvos e não nos calamos!
12 fevereiro 2011
PCP quer transformar recibos verdes em contratos de trabalho
O PCP vai propor a reconversão dos recibos verdes em contratos efectivos de trabalho, numa interpelação ao Governo sobre legislação laboral na próxima quarta-feira, anunciou o secretário-geral comunista, no final de uma reunião do comité central.
Nesta interpelação na Assembleia da República, o PCP vai apresentar propostas para "garantir direitos que não podem ser negados às novas gerações", considerando que os jovens estão a ser conduzidos "para um futuro sem saída", devido à "precariedade e baixos salários, desemprego e ausência de saídas profissionais", disse Jerónimo de Sousa, no final de uma reunião do comité central, que decorreu sexta-feira e sábado, em Lisboa.
08 fevereiro 2011
Sessões de esclarecimento sobre Código Contributivo-12 Fevereiro

PORTO:
12 Fevereiro - 15h00
Balleteatro (Rua Infante D. Henrique, 30 - à Ribeira)
Com a colaboração da Plateia
BRAGA
12 Fevereiro - 22h00
Velha-a-Branca (Largo da Senhora-a-Branca, 23)
Os movimentos que lançaram a petição "Antes da dívida temos direitos!", subscrita por mais de 12.000 pessoas, iniciam esta semana uma segunda fase da luta pelos direitos devidos a cerca de 900 mil trabalhadoras/es que enfrentam uma situação desigual na sua contribuição para o Sistema Previdencial de Segurança Social.
Iremos percorrer o país, começando já este sábado, dia 12 de Fevereiro, no Porto e em Braga, promovendo duas sessões de esclarecimento / debates sobre a Segurança Social e o novo Código Contributivo, que se encontra em vigor desde o dia 1 de Janeiro de 2011.
Consideramos a proposta aprovada uma afronta hostil e uma fraude que desrespeita todos os trabalhadores deste país porque mantem a situação de total desprotecção do trabalhador. Com esta proposta, em qualquer conflito laboral, é o/a trabalhador(a) que terá de fazer cumprir a lei.
Sabemos que teria sido possível encontrar soluções efectivas para o profundo problema social apresentado. Os projectos de resolução propostos pelo Bloco de Esquerda (disponível aqui) e pelo Partido Comunista Português (disponível aqui) respondiam ao problema, assegurando mecanismos que enfrentariam a fraude e garantiriam a protecção dos trabalhadores prejudicados no processo de regularização das dívidas, responsabilizando as entidades empregadoras incumpridoras.
Porque defendemos uma sociedade com direitos no trabalho e na vida e não dispensamos uma Segurança Social forte e universal, iremos percorrer o país em 2011 lançando um debate nacional sobre o direito à Segurança Social. Iremos contactar muitos milhares de trabalhadores a falsos recibos verdes, renovando e aumentando a força social que pretendemos venha a impor, a qualquer que seja o governo, as alterações necessárias para que sejam repostos os direitos dos trabalhadores e para que seja cumprida a democracia também no local de trabalho.
FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual
Precários Inflexíveis
Sessão no Porto dinamizada em colaboração com a Plateia.
http://www.05 fevereiro 2011
FALSOS RECIBOS VERDES NA REDITUS (serviço de call-centre para Vodafone e Worten)

Estas pessoas prestam serviços à Reditus que, por sua vez, presta serviço à Vodafone e à Worten Espanhola.
Fizemos chegar este testemunho à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), a todos os partidos políticos com assento parlamentar e também à Câmara Municipal de Castelo Branco. Aguardamos respostas.
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"A Entidade Empregadora é a Reditus (Quinta Pires Marques, Castelo Branco) que presta serviços para a Vodafone e para a Worten espanhola.
Sei que a contrato têm apenas um grupo de funcionários que entraram nas primeiras formações; os supervisores também têm contrato, mas só passados seis meses de função!
Os trabalhadores têm horários fixos (por exemplo, trabalham das 09-18h de Segunda a Sexta ou aos fins de semana, conforme a linha) e têm de picar o ponto no sistema informático. Alguns passam de comunicadores a formadores mas permanecem a recibo verde e continuam a ser polivalentes na função. Todo o trabalho é desenvolvido nas instalações da empresa. Do pessoal que lá trabalha, quase todos têm rendimentos provenientes apenas desta entidade. Muitos deles já têm que fazer retenção na fonte e pagar Segurança Social (por terem passado o período de isenção) e nem fazem ideia do rombo que vão ter no fim do mês.
Faz-me confusão é como é que com tanto cruzamento de informação, a Segurança Social e as Finanças não percebem que a malta tem 100% do honorários duma mesma empresa todo o ano e quase todos os meses vão lá jovens abrir actividade!
A ACT esteve lá em Janeiro, mas quem foi chamado foi escolhido a dedo e teve uma formação ultra-rápida sobre o que dizer!
Já se fala que o presidente da Câmara está a fazer pressão para que seja cumprido o contrato inicial que penso que referia que metade dos funcionários tinham de estar a contrato! No entanto, do falar à acção ainda falta muito."
ACTUALIZAÇÃO: Na sequência desta denúncia, o Bloco de Esquerda endereçou um pergunta ao Ministério do Trabalho, bem como o PCP.
03 fevereiro 2011
CÓDIGO CONTRIBUTIVO VOLTOU HOJE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O Bloco de Esquerda apresentou uma proposta própria de alteração ao Código Contributivo, que pode ser conhecida aqui, bem como o PCP, cuja sugestão pode ser lida aqui.
Recorde-se que o FERVE participou na discussão do Código Contributivo sendo que as nossas propostas podem ser conhecidas aqui.
02 fevereiro 2011
AS NOSSAS VIDAS CANTADAS PELOS DEOLINDA
E TU, QUANDO TE VAIS QUEIXAR?
"Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração 'casinha dos pais',
se já tenho tudo, para quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração 'vou queixar-me para quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar."
BRITISH HOSPITAL PRESSIONA 200 TRABALHADORES/AS

Sabemos agora que este hospital privado está a tentar implementar novos atropelos aos direitos laborais, desta feita, contra cerca de 200 profissionais, entre enfermeiros/as, auxiliares de acção médica, auxiliares de serviços gerais, recepcionistas, funcionários/as da farmácia, funcionários/as dos serviços administrativos e funcionários/as do serviço de imagiologia.
Agora, o British Hospital tenta impor a todos/as estes/as trabalhadores/as, sem o seu acordo, o regime de adaptabilidade previsto na última revisão do Código de Trabalho, com intuito de os/as obrigar a fazer mais horas de trabalho semanais sem remuneração extra nem pagamento de trabalho suplementar. Esta intenção baseia-se numa circular normativa datada de 19/01/2011, a qual prevê que a partir de 1 de Fevereiro de 2011, o período normal de trabalho passe a ser definido em termos médios.
Como prevê o número 4 do artigo 205 do Código de Trabalho, considera-se a existência de acordo tácito da parte do/a trabalhador/a, caso este/a não se oponha por escrito nos 14 dias seguintes a ter tomado conhecimento (da "proposta" efectuada pela entidade empregadora).
Ora, trata-se mais uma vez de abuso de confiança por parte da administração do hospital para com os/as trabalhadores/as, aproveitando-se da sua fragilidade laboral e económica.
O FERVE fez chegar esta denúncia à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e a todos os partidos com assento parlamentar. Aguardamos respostas.
ACTUALIZAÇÃO: Na sequência desta denúncia, o Bloco de Esquerda e o PCP endereçaram perguntas ao Governo.
01 fevereiro 2011
FERVE na Antena 1
O novo Código Contributivo entrou em vigor há um mês e as dificuldades têm sido muitas. Sobre isto, falámos à Antena 1.
