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03 julho 2012

7 JULHO::17H00::LANÇAMENTO DA ASSOCIAÇÃO PRECÁRIAS/OS INFLEXÍVEIS

No próximo Sábado dia 7 de julho o movimento Precários Inflexíveis torna-se formalmente a primeira Associação de Combate à Precariedade. Com este enorme passo pretende-se a criação de um espaço de âmbito nacional que possa ajudar a defender as pessoas que se encontrem em situações de precariedade laboral ou no desemprego. Fazendo este caminho estaremos mais capazes que ajudar e potenciar todas lutas pelo direito ao emprego com direitos, para além de apoiar todas as pessoas que hoje se sentem isoladas nos seus locais de trabalho.

O convite para participar na inauguração desta associação é aberto a todas as pessoas que queiram conhecer e fazer parte deste projeto.

Muitas amigas e amigos se juntarão nesse dia para celebrar o nascimento da Associação de Combate à Precariedade - PI e apresentamos aqui o programa da Sessão Pública no Bar o Século:

17h00: Sessão pública: Intervenções de convidados/as

18h30: Concerto Capitão Galvão

20h00: Jantar convívio no Bar o Século

22h00: Festa

CONCENTRAÇÃO DA BOLSEIRAS/OS::5 JULHO::15H00

27 junho 2012

FLASHMOB DE BOLSEIROS - 27 JUNHO - LISBOA

Dia 27 de Junho, às 13h, junto à Loja do Cientista da FCT, vamos fazer uma flashmob até ao fecho da loja! Vamo-nos juntar todos e mais aqueles que vierem, e que venha sempre mais um, em frente ao vidro, sentamo-nos nas cadeiras da sala de espera, conversamos à porta da "Loja", etc. Muitos e muitos, para que se veja ao longe, e quem sabe nas televisões.

Local: FCT - Loja do Cientista, Av. D. Carlos I - Lisboa Evento no Facebook aqui.


26 junho 2012

Comunicado: Primeira associação nacional de combate à precariedade apresenta-se a 7 de Julho

Sessão pública no Bar do Século, em Lisboa, a partir das 17h
Passados 5 anos de actividade, o movimento Precários Inflexíveis torna-se na primeira associação nacional de trabalhadoras e trabalhadores precários e desempregados. Propomos assim um espaço associativo aberto e que junte quem defende o emprego e os direitos no trabalho.
 
Respondemos ao regime de austeridade permanente que despreza os direitos essenciais, a democracia no local de trabalho e a justiça social. Mais de um milhão e duzentas mil pessoas desempregadas e cerca de 2 milhões de pessoas com vínculos precários em todo o país: um cenário que exige toda a determinação e torna ainda mais urgente este combate.
Porque sabemos que a precariedade e o desemprego afectam pessoas de Norte a Sul do país e porque queremos desde já mobilizar e apoiar quem está nesta situação, arrancamos com dois núcleos: um em Lisboa, outro no Porto.
Ao longo destes 5 anos empenhámo-nos, com muitas outras organizações e pessoas na luta pelos direitos no trabalho, contra os falsos recibos verdes e todas as formas de contratação a prazo, temporária e precária. Apresentámos propostas como a Lei Contra a Precariedade (que em breve será discutida e votada no parlamento), a petição Antes da Dívida Temos Direitos!, as iniciativas Autarquia Sem Precários ou os Prémios Precariedade. Participámos no Mayday Lisboa, estivemos activamente envolvidos no protesto da Geração à Rasca de 12 de Março de 2011 e, em todas as mobilizações que desde então trouxeram a indignação às ruas, como foi o caso da grande manifestação internacional do dia 15 de Outubro do ano passado. É este percurso, curto mas intenso, que hoje transportamos e que nos legitima neste momento de fundação.
Para esta sessão pública, além das intervenções culturais e dos momentos de convívio, iremos convidar movimentos, associações, sindicatos, muitos amigos e amigas com quem queremos continuar o caminho da defesa dos direitos essenciais no trabalho e na vida.

Sessão pública de apresentação da Associação contra a Precariedade
17h no Bar do Século | 22h Festa com concertos e DJ's
Rua de O Século 78,Lisboa
 

MANIFESTAÇÃO PELO DIREITO AO TRABALHO - 30 JUNHO


Somos um grupo de trabalhadores desempregados e vamos para a rua em quatro cidades do país - Lisboa, Porto, Coimbra e Braga - contra os governos do desemprego e pelo direito ao trabalho, num protesto simultâneo marcado para o próximo Sábado, dia 30 de Junho, às 15h00.




02 junho 2012

7 DE JULHO NASCE A ASSOCIAÇÃO PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS


O movimento Precários Inflexíveis vai constituir-se enquanto associação e fará a sua assembleia fundadora no próximo dia 7 de Julho, tornando-se assim na primeira associação de combate à precariedade do país

Após cinco anos de existência, marcados por muitos combates, aprendizagens e crescimento, o PI dá um passo essencial na vida da organização, procurando abrir caminhos e espaços de intervenção em todo o território nacional. 

Esta será uma associação que juntará todas as pessoas que defendem uma vida de trabalho com direitos e direitos essenciais na vida. Será uma associação aberta a todas as pessoas que rejeitam a precariedade e o desemprego como forma de vida e se revêem na luta pelos seus direitos, enfrentando a precariedade e a exploração. 

Divulgaremos mais informações nos próximos dias. Desde já é feito um agradecimento a todas as pessoas e movimentos que acompanharam e se cruzaram neste caminho.

30 maio 2012

O FERVE ESTÁ TOTALMENTE SOLIDÁRIO COM PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS

Precários Inflexíveis pedem aclaração da sentença e recorrem para o Tribunal da Relação



Tribunal envia processo para Ministério Público porque considera que o PI não cumpriu a sentença.


O movimento Precários Inflexíveis apagou na segunda-feira dezenas de comentários do seu blog relativos ao post sobre a Axes Market. Recordamos que a empresa a Ambição International Marketing interpôs uma Providência Cautelar para que fossem apagados os mais de 300 comentários ao referido post.

Infelizmente o Tribunal concedeu à empresa a vantagem de forçar o PI a suspender ou ocultar não todos mas várias dezenas de comentários de pessoas sob pena de que o PI pagasse por cada dia de atraso 50€ de multa. Agora, apesar de ter sido cumprida a sentença, o Tribunal enviou o processo para o Ministério Público, invocando que pode ter lugar um processo criminal (sobre um membro do PI), por desobediência, no que respeita à execução da sentença, pois entende a reacção do PI à mesma, nomeadamente o comunicado do PI (disponível aqui) teve em vista "infringir a providência cautelar decretada". Ainda assim, o PI efectuou o pedido de aclaração da sentença e vai recorrer para o Tribunal da Relação.

Cumprindo a sentença da providência cautelar, e porque não é possível suspender ou ocultar comentários, o PI viu-se obrigado a apagar os comentários, tendo guardado, de forma não pública, o seu conteúdo para voltar a divulgar posteriormente, quando a justiça vier a ser reposta, como esperamos.

- Segundo é do conhecimento público, não existem quaisquer diligências para averiguar da veracidade dos inúmeros testemunhos lançados pelos cidadãos.

- O PI, movimento composto maioritariamente por trabalhadores precários e desempregados, foi forçado a pagar mais de 270€ de custas judiciais devido ao processo instaurado.

- Para que o PI possa interpôr recurso terá ainda de pagar mais de 270€ de novas custas judiciais.

- O PI arrisca um novo processo, agora criminal, contra um dos seus membros devido à diligência do Tribunal.

Continuamos a afirmar que não vamos desistir de reclamar justiça e continuamos a apelar a todos os cidadãos, grupos e organizações que se manifestem e intervenham neste tema para que a justiça seja reposta.

25 maio 2012

O FERVE ESTÁ SOLIDÁRIO COM ESTA INICIATIVA


CARTA ABERTA: SEM CIÊNCIA NÃO HÁ FUTURO

Mais de uma centena de pessoas - bolseiras da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), docentes universitários e outras - divulgaram hoje (25 de Maio) uma carta aberta ao Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato dando conta da situação de atrasos no pagamento de vencimentos, renovação de contratos de bolsas e no reembolso das prestações de Seguro Social Voluntário dos bolseiros da FCT.

As pessoas signatárias apelam à adoção urgente de medidas que resolvam estes problemas e também à implementação de uma política de incentivos conducente à criação de um mercado de trabalho que absorva a mão-de-obra altamente qualificada e o seu saber. Entre os promotores da carta encontram-se a Comissão de Bolseiros da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Associação de Bolseiros de Investigação e Ciência (ABIC), o Núcleo de Bolseiros da Universidade de Aveiro e os Precários Inflexíveis (PI).


Assinar a carta aberta aqui
Evento no Facebook aqui.

11 maio 2012

O FERVE PARTICIPA NA "PRIMAVERA GLOBAL"



O FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes, é um coletivo do Porto que luta contra todas as formas de precariedade laboral e abusos patronais. Marcamos presença na Primavera Global porque entendemos que uma nova ordem mundial em que o trabalho seja respeitado e valorizado sobre o capital tem de vir de baixo, da rua, de nós, os 99%.

A crise, a suposta crise, tem servido de justificação para tudo, nomeadamente para uma concertada depredação de direitos e condições laborais, promoção da precariedade assim como uma transferência progressiva das responsabilidades pelas elevadas taxas de desemprego para os próprios desempregados. Tornou-se já claro que a posição dos recentes governos é de total desprezo pelos jovens, cujos níveis de desemprego alcançam patamar histórico, apesar dos níveis de qualificação serem os mais elevados de sempre. Estágios não remunerados, trabalho temporário, falsos recibos verdes ou mesmo bolsa de investigação científica são expressões que se vão normalizando no léxico laboral, e que servem, todas elas, para tentar espicaçar em nós um espírito de competição que nos reduza  exigências e faça aumentar os rendimentos dos recetáculos finais do fruto do nosso trabalho, os detentores do capital.

Não somos pieguinhas, nem preguiçosos, nem tampouco incompetentes, somos corajosos e não nos conformamos. Somos competentes, sabemos o que deve ser feito, não vivemos acima das nossas possibilidades e não nos deixamos cair no engodo que nos tentam lançar. Desemprego, emigração e pobreza não são uma realidade inevitável. Saímos hoje à rua porque temos a certeza que há alternativas à austeridade, porque temos a motivação e o saber necessários para seguir outro caminho, porque sabemos que o respeito pelo trabalho e pelas condições laborais é uma condição fundamental de qualquer sociedade justa e livre.

12 DE MAIO::15H:: PRAÇA DA BATALHA, PORTO.

Vê as outras cidades que apelam ao protesto em http://www.primaveraglobalpt.info/

26 abril 2012

DEBATE DO SPN::26 ABRIL::18H00::PORTO

O Sindicato dos Professores do Norte (SPN) tem vindo a organizar uma tertúlia mensal, designada SPN no Olimpo, que visa assinalar os 30 anos deste sindicato.

Hoje, o debate designa-se "Cidadania: participação vs (des)mobilização" e conta com a presença do FERVE, de João Teixeira Lopes (sociólogo)  e de José Miranda (dirigente estudantil).

O debate decorre no Olimpo Bar-Café, na Rua da Alegria, 26 (aos Poveiros), no Porto.



14 abril 2012

SESSÃO PÚBLICA: OBSERVATÓRIO SOBRE CRISES E ALTERNATIVAS


Enquadramento
O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Laboratório Associado, em colaboração com o Instituto para os Estudos Laborais da Organização Internacional do Trabalho, apresenta o Observatório sobre Crises e Alternativas, criado para acompanhar o desenvolvimento da(s) crise(s) nas suas várias dimensões e manifestações em Portugal.
Este Observatório trabalhará em torno de três eixos temáticos principais: a governação e a democracia; o estudo das dinâmicas no mundo do trabalho; as relações entre finança e economia e o modo como afetam a vida das famílias, a atividade das empresas e a evolução da economia portuguesa.
O Observatório irá promover a realização regular de seminários, conferências e ações de formação, a edição de estudos temáticos, em resultado da investigação desenvolvida, e a produção de um relatório anual sobre a situação em Portugal.

Oradores 
Boaventura Sousa Santos, Diretor do Centro de Estudos Sociais
Raymond Torres, Diretor do Instituto para os Estudos Laborais da Organização Internacional do Trabalho
Manuel Carvalho da Silva, Coordenador do Observatório sobre Crises e Alternativas

Moderação: Mafalda Troncho, Diretora da OIT-Lisboa

01 abril 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "JOVENS EM TRANSIÇÕES PRECÁRIAS"

No próximo dia 4 será apresentado o livro “Jovens em Transições Precárias” da autoria de um grupo de sociólogos investigadores do ISCTE-IUL, CIES-IUL: Nuno de Almeida Alves, Frederico Cantante, Inês Baptista e Renato Miguel do Carmo.

A apresentação, às 18:00 na Fnac de Stª Catarina, no Porto, contará também com a presença e comentários de Nuno de Almeida Alves (ICS-UL), João Teixeira Lopes (professor FLUP) e Adriano Campos (Ativista do FERVE). 




Este livro procura entender como da precariedade laboral se pode passar à precariedade enquanto como modo de vida, focando-se na situação dos jovens inseridos em postos de trabalho pouco qualificados e de baixa remuneração. Procura perceber as condições que levam à precariedade laboral, nomeadamente, o percurso escolar, a entrada no mercado de trabalho, os tipos de contrato e salários. O livro tem por base um estudo qualitativo baseado em 80 entrevistas a jovens trabalhadores com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos. Esta análise permite perceber como a precariedade extravasa a condição laboral e contamina os restantes aspectos da vida pessoal, encobrindo as perspectivas de um futuro melhor.

Este é um grande contributo para o estudo da precariedade em Portugal e para as consequências que este problema tem na vida das pessoas que vivem diariamente a instabilidade contratual e o desemprego, que depois se reflecte numa sensação de estado de limite permanente e que dificulta a autonomização pessoal destes trabalhadores. 

16 fevereiro 2012

Concentração em Solidariedade com o povo grego


20 de Fevereiro 18horas 
Largo de S.Domingos - Lisboa
Praça da Batalha - Porto

ADERE E DIVULGA AQUI

No dia 12 de Fevereiro o presidente Loukas Papademous, lacaio do Deutsche Bank, e a maioria governamental aprovaram o segundo memorando que institucionaliza o resgate dos bancos, dos homens de negócios e do euro e, por outro lado, sacrifica o povo aos deuses da especulação.
Este pacote de austeridade pretende impor medidas que nenhum povo pode aceitar. Os “parceiros” da União Europeia exigem ao povo grego um corte de 32% no salário mínimo daqueles que têm menos de 25 anos, e de 22% aos que têm mais de 25 anos. Os contratos colectivos de trabalho são eliminados para conseguir o despedimento de 15 mil trabalhadores no sector público, e vão ser destruídos 150 mil empregos através da não renovação de contratos.

Este novo pacote de austeridade exige também cortes nas pensões e nos salários dos serviços públicos, a privatização de bens do Estado e cortes nos serviços públicos, incluindo saúde, assistência social e educação. Na verdade, estamos a falar da morte da sociedade. Neste momento a Grécia é governada por um governo que não foi eleito. Um governo no qual a extrema-direita faz parte. Um governo que impõe políticas que acabam com direitos humanos e direitos laborais, obriga escolas e hospitais a encerrarem, condena mais de 20% da população à pobreza extrema e ao desemprego, ignora a vontade do povo demonstrada em várias manifestações em que centenas de milhares de pessoas participaram, vende todo o tipo de propriedade pública, tolera e encoraja a violência policial. A resposta à crise estrutural do capitalismo por parte do capital, da banca e do estado burguês, é a completa demolição de qualquer direito laboral e social de forma a salvar os seus lucros e o sistema em si mesmo.

O povo grego, com coragem, revolta-se contra esta política de intimidação social. Apesar do total silêncio dos media e de toda a repressão violenta, as manifestações e greves gerais multiplicam-se. No último domingo, juntaram-se na Praça Sintagma, mais de meio milhão de pessoas para mostrar a sua oposição e hostilidade contra as novas medidas de austeridade. A manifestação foi cruelmente reprimida, com gás lacrimogéneo e violência policial, o que levou 20 pessoas a serem assistidas no hospital. Tentam aterrorizar todos os lutadores sociais, a fim destes obedecerem. Apesar desta extrema violência repressiva, o povo grego continua a manifestar-se mostrando que não tem medo! Não há nenhuma outra solução que não a luta social, numa sociedade onde não se vislumbra futuro para os trabalhadores e a juventude.

Confrontando-nos com uma crise que se expande na União Europeia, mais vai para além desta, a solidariedade entre os povos é uma arma nas nossas mãos. A Grécia e Portugal estão na mesma situação económica e partilham um futuro comum – nós somos a primeira cobaia de um novo modelo cruel de gestão do capitalismo. É necessário que o povo português se levante e manifeste a sua solidariedade para com o povo grego e para com todas as lutas sociais na Europa. É tempo de coordenar as nossas lutas, de nos revoltarmos! É tempo de dizer bem alto que não vamos fazer mais sacrifícios em nome dos patrões, dos bancos. Do euro! É tempo de dizer bem alto que não pagamos um dívida que não é nossa

15 fevereiro 2012

PRAZO PARA ENTREGA DE DECLARAÇÕES ALARGADO ATÉ 29 DE FEVEREIRO



A entrega da Declaração do Valor da Actividade até dia 15 de Fevereiro, obrigatória com o Código Contributivo em vigor, foi prolongada pelo governo até 29 de Fevereiro. Esta declaração, que tem de ser obrigatoriamente submetida através do site da Segurança Social Directa (vê mais informações aqui), exige a obtenção de uma senha de acesso que demora cerca de 8 dias a chegar a casa. Por isso,apesar do alargamento do prazo, apelamos a que todos os trabalhadores a recibos verdes que ainda não têm em sua posse a senha de acesso, a peçam rapidamente aos serviços. Este processo, mais um tutelado por Pedro Mota Soares, fica marcado pela falta de informação e incompetência.
Como vem sendo regra, apesar de ser a primeira vez que esta declaração tem de ser entregue, os trabalhadores a recibos verdes foram tratados com total desprezo pelos serviços tutelados por Mota Soares: a informação mínima para esclarecimento apenas chegou a muitos trabalhadores nos últimos dias do prazo, inviabilizando a obtenção atempada da senha necessária. Apesar de tentar justificar o alargamento do prazo com problemas informáticos, percebemos que, na verdade, o Ministro sabe que a má condução deste processo iria resultar na exclusão de muitos trabalhadores - embora não admita, Pedro Mota Soares foi forçado a recuar e, embora tarde e de forma envergonhada, a reconhecer a sua responsabilidade nesta trapalhada.
Como já afirmámos, exigimos que Mota Soares quebre o inaceitável silêncio em que se esconde para fugir às suas responsabilidades sobre os inúmeros problemas e injustiças a que tem remetido milhares de trabalhadores, nomeadamente os precários a falsos recibos verdes. Mota Soares, apesar de dizer o contrário quando estava na oposição, ordenou de forma implacável a cobrança coerciva de dívidas injustas, penhorando as contas, as casas e as vidas a milhares de precários, e, quando era líder parlamentar do CDS/PP na oposição, gritava incansavelmente contra as injustiças de um Código Contributivo que agora mantém e defende. 
Não se pode ser ministro apenas para inaugurações e vernissages e deixar de o ser naquilo que é mais importante: defender e implementar políticas justas na Segurança Social e responder pela burocracia inútil e perseguição a milhares de precários realizada pelos serviços por si tutelados.

11 fevereiro 2012

HOJE, 300 MIL PESSOAS SAÍRAM À RUA!


300 mil pessoas saíram hoje à rua.
300 mil pessoas exiguem um futuro.
300 mil pessoas sabem que nada disto é inevitável.

10 fevereiro 2012

AMANHÃ, CONTAMOS CONTIGO NA RUA!

Amanhã, Sábado, 11 de Fevereiro, decorre em Lisboa uma grande manifestação, organizada pela CGTP, com a qual o FERVE está absolutamente solidário.

Os nossos amigos Precários Inflexíveis estão a organizar um ponto de encontro para as/os trabalhadoras/es precárias/os se reunirem e integrarem depois esta manifestação.

O ponto de encontro será às 15h00, nos Restauradores (junto ao elevador da Glória).


 
Saímos à rua porque sabemos que nada é inevitável.
Saímos à rua porque não somos piegas!
Saímos à rua porque não aceitamos que nos roubem o nosso futuro!

09 janeiro 2012

Lançamento do CENA no Porto



"Depois do evento de lançamento em Lisboa, agora chegou a vez do Porto. O formato será em tudo idêntico, teremos tertúlias sobre vários temas, uma apresentação do CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual por algumas pessoas ligadas à sua criação desde o início, e para terminar o dia, teremos 4 mini-concertos.

Aparece e junta-te a nós!"


http://www.cenasindicato.org/

19 dezembro 2011

Véspera da data limite para pagamento das contribuições: Ministério e Segurança Social não garantiram ainda correcção do erro nos escalões nos recibos verdes


Recibos verdes: amanhã é o último dia para pagamento da contribuição de Novembro


Amanhã, dia 20 de Dezembro, é o último dia previsto para que os trabalhadores a recibos verdes pagarem as contribuições relativas ao mês de Novembro. Tendo em conta o grave erro cometido pelos serviços da Segurança Social, com a comunicação a milhares de trabalhadores a recibos verdes de escalões de contribuição acima do previsto, muitos precários poderão estar a ser ilegalmente obrigados a pagar contribuições a mais, prejudicados por um erro pelo qual não são responsáveis. 

Este erro é inaceitável e fortemente penalizador para os trabalhadores e trabalhadoras a recibos verdes. Depois de muita pressão, nos últimos dias o Ministro Pedro Mota Soares admitiu finalmente a existência do erro dos serviços da Segurança Social. No entanto, apenas afirmou um tímido compromisso com a identificação e correcção do erro. Assim, na véspera da data limite para o pagamento da prestação de Novembro, que é feita já segundo os escalões de base de incidência comunicados pelos serviços, não existem ainda garantias de que o erro foi integralmente corrigido.

Assim, tendo em conta a urgência e a gravidade da situação, os movimentos de trabalhadores precários consideram que:

1. O Ministro Pedro Mota Soares tem a responsabilidade de garantir que o erro cometido seja emendado. Detectado o erro, ele deveria ter sido reconhecimento rapidamente e, como exigimos no momento em que o denunciámos, deveriam ter sido identificadas todas as situações e reenviada comunicação a todos os trabalhadores prejudicados indicando o escalão de contribuição correcto. À incapacidade revelada pelos serviços, seguiu-se a demora e a incompetência de resposta do Ministro Pedro Mota Soares, que preferiu fingir que o problema não existia. O prejuízo causado aos trabalhadores precários afectados por este erro é, ainda mais, uma responsabilidade directa do Ministro Pedro Mota Soares. 

2. A detecção e correcção do erro deve ser total e imediata. Cumpre aos serviços da Segurança Social identificar todas as situações em que comunicou escalões acima dos previstos na lei e emendar os erros cometidos. É inaceitável que tenham de ser os trabalhadores a identificar um erro e ilegalidade da Administração e a reclamar, num prazo específico, tendo para o efeito de dominar a legislação (injusta e complexa) que os próprios serviços demonstraram desconhecer. Reafirmamos que a disponibilização de um link (no portal da Segurança Social Directa) para receber reclamações é insuficiente e não diminui a responsabilidade dos serviços.

3. Os trabalhadores prejudicados devem ser imediatamente compensados. A Segurança Social deve devolver imediatamente a diferença a todos os trabalhadores que, devido ao erro dos serviços, pagaram já as contribuições de Novembro por um valor superior ao previsto na lei. Da mesma forma, tendo em conta que o erro não foi corrigido a tempo, a mesma decisão deve ser aplicado todos os trabalhadores que o venham a fazer nos próximos dias.

4. É vital que os trabalhadores a recibos verdes se mantenham atentos e informados. E que, até que os serviços da Segurança Social tomem a atitude correcta e emendem o seu erro, os trabalhadores prejudicados reclamem e exijam o enquadramento no escalão correcto. A este propósito, não aceitamos que seja limitado o período para reclamação das situações identificadas pelos trabalhadores.

Precários Inflexíveis
FERVE – Farto/as d’Estes Recibos Verdes
Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual

06 dezembro 2011

CENA - Lançamento este domingo, em Lisboa

Os nossos amigos da Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual iniciam agora uma nova fase: no próximo domingo, dia 11 de Dezembro, o Teatro da Comuna, em Lisboa, recebe o lançamento do CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, será apresentado e lançado para todos e todas.

O programa é o seguinte

17h30 – Tertúlias sectoriais com os seguintes temas:

- O sindicalismo e o seu papel no século XXI
- Contratação, Segurança Social e Riscos profissionais
- Ensino artístico
- Políticas culturais
- Direitos Autorais e Direitos Conexos
- Estruturas estatais
- Estruturas independentes

19h45 – Concerto com “CENA Barroca”

20h15 – Apresentação do CENA com um elemento do Sindicato dos Músicos, um do CPAV e um dos Intermitentes

21h00 – Concertos com “Canções Malditas” e “Farra Fanfarra” (Jantar volante a partir desta hora)


Dentro de dias estará online o site do CENA, em www.cenasindicato.org e o nosso e-mail passará a ser mail@cenasindicato.org.

Vivemos na e da Cultura, cada vez com mais dificuldades e com mais necessidade de imaginação para superarmos sucessivos cortes e sucessivos obstáculos que nos vão aparecendo pelo caminho. O CENA quer coordenar esforços entre os diferentes sectores que representará e com isso quer forçar os órgãos decisores a devolverem dignidade a quem faz da Arte a sua vida.

Facebook: podem consultar aqui o evento e aqui podem ser amigas/os.

24 novembro 2011

GREVE GERAL


Milhares de pessoas fizeram greve em todo o país.
Milhares de pessoas exigem o direito a trabalho digno e com direitos.
Milhares de pessoas exigem o fim dos recibos verdes, das empresas de trabalho temporário, do trabalho não declarado e de tantas outras formas de exploração no trabalho.
Milhares de pessoas exigem o direito ao futuro.